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Oswaldo G. Pereira
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Perfil
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Músico e compositor
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Violão e Voz
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http://www.mpb.com/Oswaldo G. Pereira
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Oswaldo G. Pereira iniciou-se na música pelos discos de vinil da coleção de seu pai. Aos 9 anos de idade, apaixonou-se tanto pelo samba dos anos 20 e 30 que sua maior preocupação era tentar encontrar, nos sebos do Largo do Machado, algum disco em 78 RPM de Noel Rosa, Pixinguinha ou Ary Barroso.
Tanta obsessão pela música brasileira só poderia conduzi-lo a um caminho: o das aulas de violão, com Carlinhos Delmiro, irmão de Helio, que impulsionaram o menino, já adolescente, a arriscar passos autorais. A influência de Noel, Lamartine e Geraldo Pereira emprestou humor e ironia às primeiras criações, como a paródia ao clássico "O trem atrasou". O imaginário do estudante do rigoroso Colégio Santo Inácio remanejou a estação da Central do Brasil para os corredores do educandário: "Oswaldo volta pra casa / segunda sai o resultado / o conselho está ainda reunido / seu caso está meio encrencado (...) / Pra mim é triste informar / sobre a sua situação / além de ficar naquelas três matérias / você ficou em religião / até Deus é a favor da sua reprovação.
Mais tarde, montou o grupo O Cara do Tempo, que mesclava as composições de Oswaldo com sambas dos bambas da antiga. Em 87, Oswaldo e seus companheiros receberam o incentivo e o aplauso de Nara Leão, presente a uma apresentação do grupo. Nara entusiasmou-se com aquele bando de adolescentes que se debruçava sobre o legado de Noel, e oferecia igual interesse pela Bossa Nova, o Tropicalismo e o rock. Em 90, com o cavaquinho de Eduardo Galotti e Alessandro Valente (do Rabo de Lagartixa), o grupo foi aplaudido por experts inquestionáveis da criação noelina: Carlos Didier, biógrafo do poeta da Vila, e o maestro Homero Dornellas, professor (!) de Noel.
No final de 92, já com 90' do repertório formado por criações próprias - boa parte posteriormente registrada em Olha Zé – o Segundo Caderno do jornal O Globo, em matéria de capa, estampou o Cara do Tempo como uma das boas promessas da década. Idéia semelhante teve o Caderno B, do Jornal do Brasil, na reportagem "Geração Pós-rock", também de capa, no início de 94. Pouco depois, "Samba da Aurora" venceu o Festival de Novos Talentos promovido pela UFF, um ano antes de "O cara do tempo" chegar à finalíssima do Festival de Choro do Rio de Janeiro, promovido pelo M.I.S.
O amadurecimento do compositor configuraria, dois anos mais tarde, o lançamento de sua carreira solo. Tinha início um minucioso processo de composição, escolha de repertório e gravação que deflagariam Olha Zé, a partir de 98.
A solução do compositor foi vender o próprio carro para financiar a produção. Oswaldo chegaria atrasado em alguns compromissos por carência de transporte. Mas o compromisso maior, com sua arte, seria cumprido satisfatoriamente.
Reconhecido com o mais importante prêmio da indústria fonográfica, o Sharp, em sua última edição , Olha Zé ganhou nova tiragem, pela Rob Digital, e um hilário videoclipe (com as participações de Seu Jorge, Cabelo, Pedro Luís, Nelson Sargento e Elisa Lucinda), em 2000.O álbum arrancou aplausos entusiasmados de jornalistas como Tárik de Souza (Jornal do Brasil), João Pimentel (O Globo) e Carlos Calado(Folha de São Paulo). Seu segundo CD, “As árvores”, foi lançado em 2005 pela Dubas musica e obteve novamente excelente reconhecimento pela crítica jornalística de todo Brasil. Reconhecimento que serviu de veículo para que Oswaldo G. Pereira fosse contemplado pelo Programa Petrobrás Cultural, recebendo patrocínio para gravar seu terceiro CD. O álbum, “Serenata”, foi lançado pelo selo Dubas música em outubro de 2007.
Julio Moura
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17 de Fevereiro
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