
Guia de Fotografia Desportiva
Publicado a 27 de janeiro de 2026 por MPB
Este guia abrangente aborda os fundamentos da fotografia desportiva, o que precisas de saber e o equipamento essencial para começares a criar imagens de alto nível. Vais também aprender com quem vive da área, através de dezenas de entrevistas aprofundadas com fotógrafos desportivos experientes, cuja partilha de conhecimento te ajudará a evoluir rapidamente.
Desde os primeiros passos na fotografia desportiva, a cobrir jogos locais, até à progressão para competições de alto nível, a tua jornada começa aqui.
Neste artigo vais encontrar:
O Que é a Fotografia Desportiva?
As Cinco Principais Dicas para Fotografia Desportiva
Definições de Câmara para Fotografia Desportiva
Melhores Câmaras para Fotografia Desportiva
Perguntas Frequentes
Aprende com Especialistas

Dan King | Fujifilm X-Pro 3 | 16-55mm f/2.8 R LM WR | f/16 | 1/125 | ISO 160
O Que é a Fotografia Desportiva?
A fotografia desportiva consiste em captar atletas em ação. Com centenas de subgéneros, que abrangem tanto desportos amadores como profissionais, é essencial pensar rápido, reagir depressa e manter versatilidade.
Mas a fotografia desportiva não se limita à ação em campo. Inclui também tudo o que acontece nos bastidores: treinos, equipas técnicas, árbitros, adeptos e toda a energia que envolve um evento desportivo. Desde pequenos momentos discretos até à intensidade dos grandes jogos, tudo faz parte da narrativa.

Attila Kisbenedek | Getty | Zona de imprensa nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
A fotografia desportiva pode também contar histórias maiores. Imagens icónicas, desde Jesse Owens em 1936 até Megan Rapinoe em 2019, mostram como este género pode refletir questões sociais e culturais através do desporto.
Como em qualquer área, é preciso aprender o básico antes de correr riscos criativos. Embora muitos fotógrafos se especializem em apenas algumas modalidades, os profissionais mais completos têm experiência em diferentes contextos e cenários. Este guia foi criado para te dar essa base sólida.

Eloisa Sánchez | Playing in the Mist | Vencedora de Bronze, categoria “View”, WSPA 2021
As Cinco Principais Dicas para Fotografia Desportiva
Paul Hazelwood é o fotógrafo oficial do Brighton & Hove Albion F.C., da Premier League. As suas imagens documentam a ascensão do clube ao principal escalão do futebol inglês e são utilizadas por meios internacionais e até no Football Manager. Pedimos-lhe que partilhasse as suas cinco dicas essenciais.

Paul Hazlewood
1. Vai preparado/a
Quer tenhas o melhor equipamento do mercado ou estejas apenas a começar, a fotografia desportiva implica, na maioria das vezes, trabalhar ao ar livre. Protege o teu equipamento e protege-te a ti também.
Câmaras e objetivas podem ser resistentes a condições climáticas desfavoráveis, mas geralmente apenas até certo ponto. Leva sempre capas impermeáveis adequadas e, se estiveres a usar um portátil junto ao campo, certifica-te de que também está devidamente protegido.
E não te esqueças de ti: captar momentos decisivos é muito mais difícil se estiveres encharcado/a e com frio. Calças impermeáveis e um bom casaco são indispensáveis.

Paul Hazlewood
2. Estuda o desporto que vais fotografar
Se vais fotografar para imprensa local ou nacional, não apareças apenas para disparar. Contar a história de um jogo vai muito além dos 90 minutos de ação.
Antes do evento, pesquisa jogadores, treinadores ou dirigentes em destaque. O clube pode ter adeptos conhecidos na bancada, protestos organizados ou fãs particularmente expressivos, por exemplo com rostos pintados, cachecóis cheios de pins, gestos únicos. Basicamente, faz o "trabalho de casa".
Paul Hazlewood
3. Domina as Definições da Tua Câmara
Não existe um conjunto universal de definições para fotografia desportiva, há sempre demasiadas variáveis. Em jogos noturnos com iluminação artificial, as condições são estáveis. Num jogo às 15h no inverno, podes começar com luz natural e terminar sob projetores.
É essencial compreender ISO, velocidade do obturador e abertura para conseguires ajustar rapidamente sem comprometer a qualidade da imagem.
"Na fotografia de futebol, fotografo sempre em modo Manual. Evito descer abaixo de 1/1250 ou ultrapassar 1/2500. Quanto mais rápida a velocidade do obturador, maior a nitidez. Abaixo disso, começa-se a notar movimento nos membros ou na bola.
Uso normalmente f/2.8, o valor mínimo das objetivas que utilizo para desporto. Assim, o motivo destaca-se e o fundo fica suavemente desfocado.
Tento manter o ISO abaixo de 4000. Mas, em campos de níveis inferiores ou centros de treino, por vezes é preciso aceitar algum grão para congelar a ação."
4. Leva o Equipamento Certo
Se utilizares uma teleobjetiva de 300 mm ou 400 mm, um bom monopé é essencial. Reduz o cansaço, facilita a estabilidade e minimiza a vibração da câmara. Mesmo com estabilização de imagem, o monopé faz toda a diferença.
Outro acessório útil é um banco ajustável. A altura das barreiras publicitárias varia e os adeptos atrás de ti também merecem ver o jogo. Fotografa o mais baixo possível, eles agradecem, e as imagens ganham dinamismo.
Paul Hazlewood
5. Procura Emoção e Reage Depressa
Se um jogador se prepara para rematar e está bem enquadrado, mantém o foco. As celebrações são importantes, mas as expressões de frustração, como mãos na cabeça, gritos, quedas no relvado, são igualmente poderosas.
Continua a disparar. Podes apagar imagens depois, mas não podes repetir o momento.
Se a celebração se aproximar, muda rapidamente da teleobjetiva para uma segunda câmara com uma objetiva mais curta. Com prática, a memória muscular assume o controlo.
Definições de Câmara para Fotografia Desportiva
As definições ideais dependem do desporto, da luz e do estilo pessoal. De forma geral, vais precisar de:
Velocidade do obturador rápida
ISO elevado, se necessário
Abertura ampla, se quiseres um fundo desfocado
Um bom ponto de partida: 1/1000 · f/2 · ISO automático (máx. 2000)
Agora, é hora de passar da teoria à prática.

Ryu Voelkel | | Nikon PC-E 24mm f/3.5D ED | f/4 | 1/5000 | ISO 200
Modo Automático
No início, é normal usar o modo totalmente automático. A câmara gere abertura, ISO e velocidade do obturador, permitindo-te concentrar na composição.
No entanto, como não controlas a velocidade do obturador, é comum surgirem imagens desfocadas. Usa-o apenas como recurso temporário.

Jamie Bufton | Canon EOS 60D | EF-S 18-200mm f/3.5-5.6 IS| f/14 | 3/10 s | ISO 100
Modos semi-automáticos
Assim que estiveres à vontade com o teu equipamento, experimenta usar um dos modos semi-automáticos. Com a prática e à medida que aprofundas a tua compreensão do triângulo de exposição, podes avançar para o modo totalmente manual. Mas, antes disso, é importante perceber como estes modos funcionam.
Na fotografia desportiva, tal como na maioria dos outros géneros, é fundamental compreender o triângulo de exposição. Cada fotografia resulta da exposição do sensor da câmara à luz através de três elementos: abertura, velocidade do obturador e ISO. Sempre que alteras uma destas definições, tens de ajustar as outras para compensar. Em alternativa, podes deixar que a câmara faça esse equilíbrio automaticamente, recorrendo aos modos semi-automáticos. Lê abaixo para compreenderes como funcionam e de que forma cada um pode influenciar a tua imagem.

Elsa Garrison | Ashley Lawrence (Canadá) vs Nigéria | Campeonato do Mundo Feminino da FIFA 2023 | Canon EOS R3 | RF 400mm f/2.8 L IS | f/2.8 | 1/3200 | ISO 200
Abertura
A abertura controla a quantidade de luz que chega ao sensor da câmara. Faz isso ao alterar o diâmetro da abertura interna da objetiva. Quanto maior for a abertura, mais luz entra pela objetiva e atinge o sensor.
A abertura é medida através de um número f. Quanto menor for o número f, maior é a abertura e mais clara será a exposição.

Jamie Bufton | Canon EOS 1DX Mark II | Canon EF 300mm f/2.8 L IS USM | 200mm | f/2.8 | 1/320 | ISO 400
Profundidade de Campo Reduzida
A abertura influencia diretamente a profundidade de campo. Uma abertura ampla cria uma profundidade de campo reduzida, o que ajuda a destacar o atleta em foco, separando-o de um fundo desfocado. Desta forma, os elementos de fundo tornam-se menos distrativos, contribuindo para uma imagem mais limpa e focada no motivo principal.
A profundidade de campo é também influenciada pela distância focal da objetiva. Mantendo todos os outros fatores constantes, uma objetiva com uma distância focal mais longa (por exemplo, 400 mm) irá produzir uma profundidade de campo mais reduzida do que uma objetiva mais curta (como uma 50 mm). Além disso, a distância entre a câmara e o motivo também é determinante: quanto mais próximo estiveres do atleta, menor será a profundidade de campo.

Gautier Boucly | | Z 24-70mm f/4 S | 24mm | f/4.0 | 1/500 | ISO 180
Profundidade de Campo Elevada
Para manter atletas próximos e distantes em foco ao mesmo tempo, é necessário aumentar a profundidade de campo, fechando a abertura. Este equilíbrio pode ser desafiante, sobretudo quando precisas de usar uma velocidade rápida do obturador para congelar a ação, o que significa que o ISO terá de compensar a menor entrada de luz.
Steve Haag | Vencedor do Ouro, categoria de Rugby | WSPA 2022
Modo de Prioridade à Abertura
Para ajustares a abertura, define a tua câmara para o modo de Prioridade à Abertura (“A” ou “Av” na maioria das câmaras). Neste modo, a câmara ajusta automaticamente o ISO e a velocidade do obturador para obter uma exposição equilibrada.
No entanto, como o modo de prioridade à abertura não te permite controlar diretamente a velocidade do obturador, regra geral não é a opção mais indicada para fotografia desportiva. Na maioria das situações, vais querer usar uma velocidade do obturador mais rápida para congelar a ação. Por isso, para já, é preferível deixar este modo de lado.

Thibault Gastal | | Tamron SP 70-200mm f/2.8 Di VC USD Nikon | 82mm | f/2.8 | 1/3200 | ISO 100
Velocidade do Obturador
A velocidade do obturador controla o tempo durante o qual o sensor fica exposto à luz. Sempre que pressionas o botão do obturador, o obturador abre e fecha. O intervalo entre essa abertura e fecho chama-se velocidade do obturador e é medido em segundos, ou frações de segundo. Quanto maior for a fração, mais tempo o sensor permanece exposto à luz e mais clara será a exposição.
Durante a abertura e o fecho do obturador, qualquer movimento é registado pelo sensor sob a forma de desfoque de movimento. Este movimento pode resultar tanto do motivo fotografado como do próprio movimento da câmara.

Aleksandra Szmigiel | Sony A9 | Sony FE 70-200mm f/2.8 GM OSS | f/2.8 | 1/1000 s | ISO 160
Congelar a ação
Na fotografia desportiva, onde os motivos se movem frequentemente a grande velocidade, é essencial utilizar velocidades rápidas do obturador, indicadas por frações de segundo mais pequenas, para congelar a ação, reduzir o desfoque de movimento e obter imagens nítidas dos atletas.
A velocidade mínima do obturador deve variar consoante a modalidade. Para atletas com movimentos mais lentos, uma velocidade em torno de 1/500 pode ser suficiente. Em desportos motorizados, o ideal é utilizar 1/1000 ou superior, de forma a garantir máxima nitidez.

Patrick Smith/Getty Images
Explora o Desfoque de Movimento
Há exceções. Se quiseres experimentar o desfoque de movimento, podes optar por velocidades mais lentas do obturador. Na imagem abaixo, Ryu Voelkel utiliza de forma controlada uma velocidade do obturador mais lenta (de 1 segundo) para transmitir a sensação de movimento e velocidade dos atletas. Repara como as marcações do campo permanecem relativamente nítidas, apesar do desfoque do motivo.

Ryu Voelkel | Senegal vs Equador | Nikon Z9 | 560mm f/4 | f/32 | 1 s | ISO 64
Modo de Prioridade à Velocidade do Obturador
Para ajustares a velocidade do obturador, define a tua câmara para o modo Prioridade de Obturador (“S”). Neste modo, a câmara ajusta automaticamente a abertura e o ISO para obter uma exposição equilibrada.
No entanto, como o modo de prioridade à velocidade não te permite controlar diretamente a abertura, o controlo sobre a profundidade de campo é mais limitado. Ainda assim, para quem está a dar os primeiros passos na fotografia desportiva, este modo é uma boa opção, pois ajuda a garantir imagens nítidas ao congelar a ação.
ISO
O ISO controla a sensibilidade do sensor à luz. Na fotografia analógica, cada rolo de filme tinha um valor ISO fixo, que não podia ser alterado. Atualmente, as câmaras digitais permitem ajustar essa sensibilidade conforme as necessidades.
Quanto mais elevado for o ISO, mais sensível o sensor se torna à luz e mais clara será a exposição. Em situações de pouca luz, é muitas vezes necessário aumentar o ISO, mas convém evitar valores excessivamente altos, pois isso pode introduzir ruído digital visível na imagem.

Aleksandra Szmigiel | Canon 1D X Mark II | Canon EF 70-200mm f/2.8L IS USM | f/3.2 | 1/1000 s | ISO 400
Modo ISO Automático
Para evitar ruído digital excessivo, a maioria das câmaras permite utilizar o modo de ISO automático, definindo limites mínimo e máximo. Desta forma, podes controlar a abertura e a velocidade do obturador, enquanto a câmara ajusta automaticamente o ISO dentro dos parâmetros que considerares aceitáveis.

Cameron Spencer
Modo de Disparo Contínuo
O modo de Disparo Contínuo, também conhecido como rajada ou burst, permite que a câmara capture várias imagens em rápida sucessão. Na fotografia desportiva, este modo é particularmente útil, pois oferece várias opções para cada momento de ação.
Quando se trata de captar instantes decisivos no desporto, a diferença entre uma boa fotografia e uma excelente pode ser uma questão de milissegundos. Aqui, o modo de disparo contínuo ajuda-te a não perder esse momento.

Clive Rose | Prémio Ouro, categoria de Fórmula 1 | WSPA 2022
Fotografar em RAW
Lembra-te de definir a tua câmara para fotografar em RAW, um formato que contém muito mais informação do que os ficheiros JPEG. Mais dados significam maior margem de edição na pós-produção.
Algumas câmaras permitem fotografar RAW e JPEG em simultâneo, o que te dá a possibilidade de usar os ficheiros JPEG (mais leves) para rever rapidamente as imagens e guardar apenas os melhores ficheiros RAW. Esta abordagem ajuda a tornar o processo de pós-produção mais rápido e eficiente.
Não te esqueças de utilizar um cartão SD de alta capacidade, ou de levar cartões suplentes, já que os ficheiros RAW ocupam bastante espaço de armazenamento.
Melhores Câmaras para Fotografia Desportiva
A escolha da câmara ideal para fotografia desportiva depende da modalidade que vais fotografar, das tuas preferências criativas e do teu orçamento. De um modo geral, vais querer uma câmara capaz de trabalhar com velocidades rápidas do obturador e com bom desempenho em ISO elevado.
Os sensores full-frame oferecem, regra geral, melhor qualidade de imagem, especialmente em condições de pouca luz. Ainda assim, é perfeitamente possível obter excelentes resultados com câmaras de sensor APS-C. As DSLR destacam-se pela maior autonomia de bateria, enquanto as mirrorless oferecem tecnologia mais recente e funcionalidades avançadas, embora com maior consumo energético, algo que podes contornar levando baterias suplentes.
A fotografia desportiva recorre quase sempre a teleobjetivas, sejam de distância focal fixa ou zoom, permitindo aproximar-te da ação sem saíres da linha lateral. Muitos fotógrafos utilizam várias objetivas com diferentes distâncias focais e, em alguns casos, chegam a ter corpos de câmara dedicados a cada objetiva, para um fluxo de trabalho mais rápido e eficiente.
Que objetivas escolher? O primeiro passo é perceber a distância média a que vais fotografar os atletas. Essa distância influencia diretamente a distância focal necessária. Modalidades como ténis de mesa exigem objetivas mais curtas, enquanto desportos motorizados requerem distâncias focais mais longas.
A partir daí, podes optar por uma objetiva zoom ou teleobjetiva zoom, que te permite variar a distância focal sem trocar de objetiva. Com o tempo, ao analisares os metadados das tuas imagens, conseguirás identificar a distância focal que utilizas com mais frequência e, nessa fase, poderá fazer sentido investir numa objetiva de distância focal fixa adequada ao teu estilo.
No início, o equipamento mais caro não é necessariamente o que te fará fotografar melhor. É comum pagar-se mais por funcionalidades que acabam por não ser utilizadas. O ideal é começares com um conjunto equilibrado e versátil, capaz de responder a várias situações. À medida que ganhas experiência e defines melhor as tuas necessidades, podes fazer a retoma e atualizar o teu equipamento de forma mais consciente.

Nikon D300S em segunda mão
Melhor DSLR APS-C: Nikon D300S
As câmaras APS-C oferecem, regra geral, uma excelente relação qualidade-preço para quem está a começar na fotografia desportiva. É provável que, com o tempo, venhas a atualizar para uma câmara full-frame, mas as DSLR APS-C continuam a ser um ponto de partida muito sólido.
A Nikon D300s permite disparar até 7 fotogramas por segundo, ou até 8 fps, com Punho de bateria Nikon MB-N10. Em termos de especificações e posicionamento de preço, a D300S apresenta um desempenho comparável ao da Canon EOS 7D.
Melhor DSLR Full-frame: Canon EOS 1DX Mark II
Sendo a escolha tradicional para fotografia desportiva, muitos fotógrafos continuam fiéis às DSLR... e com bons motivos. Fiabilidade elevada, excelente autonomia de bateria e um desempenho consistente fazem destas câmaras uma opção sólida para este género.
A Canon EOS 1DX Mark II é um verdadeiro clássico do segmento profissional. A sua ergonomia excecional faz com que o peso seja bem distribuído na mão, mesmo em sessões prolongadas. Capaz de captar até 14 fotogramas por segundo com um sensor full-frame de 20,2 megapíxeis, esta câmara consolidou a reputação da Canon no desenvolvimento de equipamento profissional de topo.
Melhor Mirrorless Full-frame: Sony A9
À medida que cada vez mais fotógrafos desportivos adotam sistemas mirrorless, a Sony A9 destaca-se como a câmara que marcou a viragem. Foi o primeiro modelo mirrorless a desafiar seriamente as DSLR profissionais em contexto desportivo.
A Sony A9 original continua a oferecer uma excelente relação qualidade-preço e mantém um desempenho muito competitivo no mercado profissional, mesmo face a modelos mais recentes.

Ben Green | Sony A9 | Sony 70-200mm f/2.8 GM OSS | 135mm | f/2.8 | 1/1600 | ISO 2500 |
Melhores Objetivas para Fotografia Desportiva
Desde que sejam da mesma marca, é possível utilizar praticamente qualquer objetiva DSLR full-frame em câmaras APS-C ou full-frame. Estas objetivas também podem ser usadas em câmaras mirrorless através de um adaptador. Por isso, se estás a começar, investir em objetivas DSLR full-frame pode ser uma escolha acertada a longo prazo.
Objetivas DSLR
Tomando as objetivas Canon como exemplo, existe um conjunto clássico que cobre a maioria das necessidades na fotografia desportiva:
Canon EF 16-35mm f/2.8 L III USM: ideal para grandes planos e imagens de contexto
Canon EF 24-70mm f/2.8 L II USM: uma objetiva versátil e indispensável
Canon EF 70-200mm f/2.8 L IS III USM: a verdadeira objetiva de trabalho da fotografia desportiva, considerada essencial por muitos profissionais
Este trio de zooms profissionais tem equivalentes diretos noutras marcas e constitui uma base sólida para diferentes modalidades.
Objetivas Mirrorless
Se utilizas uma câmara mirrorless full-frame da Sony, as objetivas GM f/2.8 são uma escolha segura. Destacam-se:
Sony FE 24-70mm f/2.8 GM
Sony FE 70-200mm f/2.8 GM OSS
Se preferires uma solução mais económica e versátil, uma teleobjetiva zoom como a Sony FE 100-400mm f/4.5-5.6 GM OSS oferece uma ampla gama de distâncias focais, permitindo maior flexibilidade no terreno. No entanto, terás de aceitar uma abertura máxima mais limitada em comparação com as objetivas f/2.8.

Objetivas DSLR em segunda mão
Acessórios
Os comandos remotos para câmaras podem ser muito úteis, sobretudo quando precisas de manter alguma distância da ação. Um exemplo comum é a utilização de um comando remoto numa câmara posicionada atrás da baliza.
Embora alguns fotógrafos desportivos utilizem um tripé ou monopés, na maioria das situações as velocidades rápidas do obturador tornam estes acessórios desnecessários.

Teleconversores em segunda mão
Entretanto, teleconversores e tubos de extensãooferecem aos fotógrafos desportivos um alcance adicional valioso. Um teleconversor 1,4× aumenta a distância focal em cerca de 40%, enquanto um 2× a duplica. Isto permite obter enquadramentos mais fechados de atletas distantes e imagens mais dinâmicas em plena ação. No entanto, estes acessórios implicam alguns compromissos, nomeadamente ao nível da abertura máxima e da qualidade de imagem.

David Gray
FAQs
É Difícil Tornar-se um Fotógrafo/a Desportivo/a?
Basta teres uma câmara e acesso a pessoas a praticar desporto. Alguém se dedicar à fotografia desportiva profissional ou semiprofissional exige dedicação e consistência, mas é, ainda assim, mais acessível do que muitos imaginam.

Marc Read
Depois de dominares os fundamentos da fotografia, começa por contactar um clube desportivo local ou até amigos que pratiquem desporto. Desde que peças autorização, as pessoas costumam ficar satisfeitas por ter alguém a fotografar os jogos das ligas amadoras. Volta todas as semanas e pratica de forma consistente. Não precisas de atletas conhecidos para desenvolver as tuas competências.
Com o tempo, à medida que as tuas imagens evoluem, irás construir uma presença nas redes sociais e um portfólio sólido. Estes devem demonstrar claramente a tua capacidade de captar bons momentos e imagens de qualidade.
Podes depois partilhar esse portfólio com equipas desportivas da tua zona e oferecer os teus serviços. Continua a insistir e a apresentar-te, mais cedo ou mais tarde, alguém aceitará a tua proposta. A partir daí, as oportunidades começam a surgir.
Qual é o Salário Médio de Um Fotógrafo Desportivo?
Em Portugal, não existe um valor médio único e oficialmente estabelecido para o salário de um fotógrafo desportivo, uma vez que os rendimentos variam bastante consoante a experiência, o nível de especialização e o contexto de trabalho.
Numa fase inicial, por exemplo, a fotografar equipas locais, competições amadoras ou eventos regionais, é comum que os rendimentos sejam reduzidos ou irregulares, muitas vezes associados a trabalhos pontuais ou colaborações ocasionais.
À medida que a experiência cresce e o portfólio se consolida, surgem oportunidades mais consistentes, como colaborações com clubes profissionais, federações, meios de comunicação social ou agências. Nestes contextos, os rendimentos podem aumentar significativamente, podendo situar-se, em alguns casos, acima da média nacional para profissões criativas.
Como em muitas áreas da fotografia, os valores praticados em Portugal dependem fortemente do tipo de projeto, da regularidade do trabalho e da capacidade de negociação, sendo comum combinar honorários por evento, contratos de colaboração ou prestação de serviços.
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