Nikon Z5 II mirrorless camera with NIKKOR Z 35mm f/1.8 S lens against a bright pink studio background

Análise: Nikon Z5 II, a full-frame ideal para começar?

Publicado a 23 de junho de 2026 por MPB

A Nikon Z5 II é uma das opções mais equilibradas para entrar no segmento das câmaras full-frame da Nikon. Em teoria, combina muitas funcionalidades normalmente associadas a câmaras de gama superior, nomeadamente um processador EXPEED 7, um sistema de foco automática moderno, uma potente estabilização de imagem e boas capacidades de vídeo. No entanto, o mais importante é perceber se a câmara responde rapidamente e se é suficientemente intuitiva no dia a dia, para que não percas o momento certo para tirares a fotografia certa.

O fotógrafo e videógrafo profissional Dhan Limwattana, com sede em Viena, trabalha com o sistema Nikon há vários anos. Ele testou a câmara em profundidade na capital austríaca, para descobrir se esta faz jus à sua reputação como boa porta de entrada ao universo full-frame.

Fotografia de estúdio de uma Nikon Z5 II em segunda mão, com o sensor exposto, contra um fundo rosa-vivo.

Nikon Z5 II em segunda mão

Nikon Z5 II: características técnicas

Tipo de sensor

Sensor CMOS full-frame

Resolução do sensor

24,5 megapíxeis

Processador de imagem

EXPEED 7

Intervalo ISO

400–64.000, expansível até 50–204.800

Obturador

Mecânico/eletrónico

Disparo contínuo

Até 30 fotogramas por segundo

Foco automático

Foco automático híbrido com 299 pontos AF de deteção de fase

Deteção de motivo

Pessoas, animais, carros, motas, bicicletas, comboios, aviões

Estabilização de imagem

IBIS de 5 eixos, até 7,5 stops

Visor

Visor eletrónico com 18 níveis de brilho

Ecrã LCD

8,1 cm, rotativo e articulado

Vídeo

4K até 60p

Sincronização de flash

Sim

Suportes de armazenamento

Dois slots para cartões SD (UHS-II

Conectividade

Wi-Fi, Bluetooth 5.0, HDMI Tipo D, USB-C

Bateria

EN-EL15c

Dimensões

134 × 100,5 × 72 mm

Peso

700g

Selagem contra intempéries

Sim, resistente a pó e salpicos

Ano de lançamento

2025

Vantagens

  • Excelente relação qualidade-preço para uma câmara full-frame

  • Muito boa qualidade de imagem, com bastante margem para edição

  • Foco automático rápido com reconhecimento de motivo, graças ao processador EXPEED 7

  • Estabilização de imagem de 5 eixos eficaz para fotografia e vídeo

  • Vídeo 4K com perfis de imagem modernos

  • Duas ranhuras para cartões SD, úteis para cópias de segurança no dia a dia

  • Corpo resistente às intempéries

Limitações

  • Gravações de vídeo a partir de 4K 50p apenas com crop

  • Função de disparo contínuo mais lento do que em modelos topo de gama

  • Leitura do sensor menos rápida do que nos modelos topo de gama

  • Visor eletrónico não está ao nível da Z8 ou Z9

  • Menos funcionalidades de vídeo do que outras câmaras híbridas

  • Apenas ligação Micro HDMI

  • Estrutura de menu um pouco complexa para iniciantes

  • Rolling shutter visível

Fotografia de estúdio da parte traseira de uma Nikon Z5 II entre duas objetivas NIKKOR Z, com um fundo rosa-vivo.

Nikon Z5 II em segunda mão

Primeiras impressões

Para mim, a Nikon Z5 II é mais adequada a três perfis de utilizadores: os que fotografam por hobby com ambição e querem dar os seus primeiros passos no formato full-frame ou no sistema Nikon Z; os que vêm de câmaras APS-C ou DSLR mais antigas; e os criadores híbridos que procuram uma câmara mais versátil do que a que possuem. Esta câmara apresenta várias melhorias que se notam durante a sua utilização prática: um grande alcance dinâmico, um bom desempenho em condições de fraca luminosidade, um foco automático muito superior ao da Nikon Z5 original e uma experiência geral mais madura no geral.

No entanto, quem procura a máxima velocidade, rolling shutter mínimo ou funcionalidades de vídeo sem compromissos, provavelmente irá considerar a Nikon Z6 III, a Nikon Z8 ou uma alternativa mais especializada em vídeo. Mas é precisamente aí que reside a força da Z5 II: não tenta dominar todas as áreas, mas procura ser uma solução sensata e fiável para o maior número possível de utilizações. E, sobretudo quando o preço é um fator decisivo, é um pacote completo muito atraente.

Fotografia de estúdio da parte traseira de uma Nikon Z5 II em segunda mão, com o ecrã aberto, contra um fundo rosa-vivo.

Nikon Z5 II em segunda mão

Design e ergonomia

Se já trabalhaste com uma câmara Nikon, o corpo da Z5 II vai parecer-te imediatamente familiar. O punho é confortavelmente profundo, oferece uma sensação de segurança a pessoas com mãos de tamanho médio e mantendo um bom equilíbrio mesmo com objetivas Z de dimensão intermédia. Com cerca de 700g, a câmara parece robusta, mas, na verdade, é compacta o suficiente para não se tornar um peso, mesmo em sessões fotográficas mais longas, como os meus típicos passeios de fotografia de rua pelo centro de Viena.

A construção também impressiona bastante. Como seria de esperar da Nikon, o corpo da máquina transmite uma sensação de solidez e qualidade superior. Os botões têm um ponto de pressão claro e, no geral, percebe-se que a máquina fotográfica foi concebida para um uso regular. Outro ponto positivo para fotografia de rua, fotojornalismo ou fotografia de viagem, é a sua proteção contra intempéries. Já usei a Nikon Z5 II em dias de muito pó e chuva, sem sacos de plástico ou proteção adicional, e nunca deu problemas depois disso.

Grande plano dos controlos superiores de uma Nikon Z5 II em segunda mão, contra um fundo de estúdio rosa-vivo.

Nikon Z5 II em segunda mão

Controlos

A facilidade de utilização é um dos seus pontos fortes. Os controlos de velocidade do obturador, abertura e ISO estão organizados de forma intuitiva e são facilmente acessíveis, sem ser necessário navegar por menus intermináveis. Ao mesmo tempo, é fácil adaptar a câmara ao teu fluxo de trabalho, através dos botões ou das definições individuais no menu.

Há também o botão Picture Control, que permite descarregar diferentes configurações de filme, ou "receitas", da Nikon Imaging Cloud e aplicá-las diretamente na câmara, quase como se estivesses a fotografar com as tuas próprias definições pré-estabelecidas. Esta é uma opção interessante para criadores que pretendem passar das fotografias clássicas capturadas com um smartphone para um aspeto mais fotográfico e transferir imagens diretamente para o telemóvel, sem depender tanto da edição. E para momentos espontâneos e ação rápida, a Z5 II tem um modo de disparo contínuo mais rápido do que o modelo anterior e uma função de captura pré-disparo que começa a gravar imagens antes de premir totalmente o botão do obturador.

Como sucessora da Nikon Z5, a Mark II parece muito mais moderna na prática, tanto em comparação com o modelo anterior como com outras câmaras full-frame de entrada. O processador EXPEED 7, também presente em modelos Nikon superiores, proporciona mais potência e uma experiência global mais fluida.

Fotografia de estúdio da parte traseira de uma Nikon Z5 II em segunda mão, com o ecrã dobrado para dentro, contra um fundo rosa-vivo.

Nikon Z5 II em segunda mão

Visor e ecrã

O visor eletrónico de 3,69 milhões de pontos da Nikon Z5 II é excelente para esta gama. É suficientemente luminoso para funcionar bem tanto sob luz solar intensa como em condições de fraca luminosidade, oferecendo uma visualização bastante mais agradável do que a de muitos modelos de entrada mais antigos. Claro que não está ao nível da Z8 ou da Nikon Z9, mas nunca me limitou no trabalho diário.

O ecrã rotativo e articulado é, para mim, uma das funcionalidades mais práticas desta câmara. É um verdadeiro ganho de conforto, especialmente para fotografia de rua, em viagens e em gravações de vídeo em que a própria pessoa prepara o enquadramento.

Fotografia a preto e branco tirada em Viena com um efeito de reflexo ou de dupla exposição: em primeiro plano, vê-se uma pessoa com uma câmara, cujo reflexo se sobrepõe a outra pessoa numa loja ou espaço de exposição bem iluminado. Ao fundo, várias pessoas. Fotografia de Dhan Limwattana, tirada com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 35mm f/1.8 S | 35 mm | f/4.0 | 1/640 s | ISO 3200

Bateria, cartões e conectividade

A Nikon Z5 II usa a bateria EN-EL15c, que também é conhecida de outras câmaras Nikon. Embora tenha lido várias medições sobre a autonomia média, na prática é possível tirar bastante partido de uma só carga. Pela minha experiência, uma bateria aguenta facilmente quatro horas de utilização contínua. Em modo de vídeo, a autonomia diminui mais rapidamente, como é natural, dependendo da resolução de gravação (4K ou 1080p).

As duas ranhuras para cartões SD são, para mim, uma mais-valia. Gosto de usar a segunda ranhura para fazer o backup das fotografias ou para separar ficheiros RAW e JPEG, embora a Nikon ainda não permita o backup de vídeo. O facto de a Nikon usar cartões SD UHS-II em vez de cartões especializados e caros também está em conformidade com a lógica desta câmara: potente, mas prática e acessível.

No que diz respeito à conectividade via Wi-Fi e Bluetooth, a Z5 II é uma boa opção, por exemplo, se quiseres que as tuas fotos cheguem rapidamente ao smartphone ou se quiseres controlar a câmara remotamente. A aplicação Nikon necessária para isso pode não ser a ferramenta mais rápida do mundo, mas cumpre a sua função no dia a dia.

Uma fotografia de rua de uma cena composta de forma oblíqua em Viena, que mostra vários transeuntes no fundo, entre elementos desfocados em primeiro plano, conferindo à imagem um ambiente denso e observacional. Captada por Dhan Limwattana com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 28-75mm f/2.8 | 75 mm | f/5.6 | 1/250 s | ISO 100

Foco automático e reconhecimento de motivo

O foco automático é uma das maiores evoluções da Z5 II, sobretudo em fotografias de retrato, de rua, de paisagem e em situações de utilização híbrida.

Com motivos em movimento, o sistema é muito mais rápido e fiável do que nos modelos mais antigos, beneficiando da tecnologia herdada de câmaras Nikon mais recentes. O que se nota imediatamente é a capacidade da câmara para reconhecer com precisão uma grande variedade de motivos, como pessoas, animais, carros, motas, bicicletas, comboios e aviões. Em retratos ou fotografia de rua, foca diretamente nos olhos, sem necessidade de uma procura demorada. Pessoalmente, prefiro usar o AF-C combinado com o tracking 3D ou a medição pontual, pois permite-me trabalhar com precisão sem ceder completamente o controlo à câmara. Ainda assim, especialmente para quem está a começar, os modos de reconhecimento de motivo são mais do que suficientes na maioria das situações.

Mesmo em condições de luz difíceis, como contraluz, o foco automático mantém-se surpreendentemente estável. Em condições de pouca luz, abranda um pouco, mas continua utilizável, desde que haja algum contraste na cena.

Uma fotografia a cores de uma montra em Viena com dois manequins vestidos com roupa elegante. A montra reflete uma rua, transeuntes e fachadas históricas, criando uma impressão documental com várias camadas. Fotografia de Dhan Limwattana, tirada com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 28-75mm f/2.8 | 28 mm | f/2.8 | 1/250 s | ISO 800

Qualidade de imagem

A qualidade de imagem da Z5 II é, no geral, muito convincente. Embora quem procure crops extremos ou resolução máxima encontre mais margem noutros modelos, para a maioria das aplicações fotográficas, 24,5 megapíxeis são mais do que suficientes. Sobretudo quando combinado com boas objetivas Z, o sensor full-frame produz imagens limpas e detalhe nítido.

A única crítica a fazer é que o efeito rolling shutter é visível em movimentos panorâmicos rápidos e no modo silencioso, embora seja possível contornar parte do problema ao evitar fotografar em modo silencioso.

Um grande plano de um agente da polícia em Viena a segurar um capacete branco com ambas as mãos à frente do tronco. O contraste entre o capacete branco e o uniforme verde-escuro cria um efeito de cores de elevado contraste, e o enquadramento apertado confere ao tema um ar documental. Fotografia de Dhan Limwattana, tirada com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 28-75mm f/2.8 | 70 mm | f/2.8 | 1/500 s | ISO 125

Cor, tons de pele e alcance dinâmico

As cores e os tons de pele ficam com o aspeto típico da Nikon: são naturais, sem parecerem demasiado lavados ou saturados, e sem apresentarem estranhas manchas de cor. Isto é particularmente agradável em retratos, pois os ficheiros saem da câmara com um aspeto muito harmonioso. O sistema de balanço de brancos automático também funciona bem, embora prefira definir manualmente a temperatura de cor em situações de mistura de luz artificial e natural, a fim de garantir resultados consistentes.

O alcance dinâmico é igualmente impressionante para esta classe de câmaras. É possível recuperar as sombras com bons resultados, os brilhos muitas vezes mantêm o detalhe sem a imagem perder qualidade de imediato e, no geral, os ficheiros RAW oferecem margem suficiente para edição. Tudo isto faz desta máquina uma excelente companheira para a fotografia do dia a dia.

Uma fotografia evocativa de transeuntes a caminhar ao longo do passeio ribeirinho do Wienfluss, no Naschmarkt de Viena, com o sol já baixo no céu. O sol do fim de tarde projeta sombras longas, banhando a cena em ricos tons dourados e alaranjados. Captada por Dhan Limwattana com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 70-180mm f/2.8 | 180 mm | f/2.8 | 1/4000 s | ISO 100

ISO e desempenho em pouca luz

Mesmo em condições de fraca luminosidade, a Z5 II não suscita grandes motivos de preocupação. Na minha opinião, as imagens com valores ISO entre 3200 e 6400 continuam perfeitamente utilizáveis, sem ser necessário pensar demasiado no assunto. O ruído torna-se visível em valores ISO mais elevados, mas é facilmente corrigível com software de edição de imagem moderno.

A estabilização de imagem integrada no corpo da máquina também ajuda bastante. Sobretudo com luz natural, em viagem ou em fotografia de rua, é muitas vezes possível fotografar à mão sem aumentar imediatamente o ISO ou recorrer a um tripé.

Uma fotografia evocativa numa estação de metro de Viena. Em primeiro plano, uma pessoa passa junto a um pilar em direção à escada rolante que conduz à rua. Na escada rolante, uma pessoa sobe, enquanto outra entra na estação de metro pelas escadas adjacentes. A luz solar intensa do exterior incide sobre o chão da estação de metro, criando fortes contrastes entre tons quentes e frios. Captada por Dhan Limwattana com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 35mm f/1.8 S | 35 mm | f/4 | 1/200 s | ISO 100

Funções de vídeo

As funções de vídeo da Nikon Z5 II são, honestamente, surpreendentemente boas para esta faixa de preço. Tal torna a câmara uma opção interessante para criadores híbridos como eu. A evolução para 4K a 60p, Full HD a 120p, N-Log e N-RAW internos garante um movimento mais fluido e muito mais flexibilidade para filmagens complementares ou planos em câmara lenta do que o modelo anterior.

O modo 4K/60p tem um ligeiro crop. Para muitas utilizações, isto é fácil de gerir, sobretudo se trabalhas principalmente com distâncias focais normais ou teleobjetivas. No entanto, se fizeres muito vlogging ou gostares de planos amplos à mão, isso pode limitar-te.

Fotografia a preto e branco de uma cena de rua no centro de Viena. Em primeiro plano, vê-se um homem de barba branca e roupa escura a caminhar sobre o pavimento molhado, enquanto, ao fundo, se avistam a Catedral de Santo Estêvão e outros transeuntes. Fotografia capturada por Dhan Limwattana com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 28-75mm f/2.8 | 32 mm | f/2.8 | 1/500 s | ISO 100

O foco automático também funciona muito bem também em gravações de vídeo. A deteção de rosto e de olhos funciona de forma estável. As transições de foco são, de um modo geral, suaves e podem ser ajustadas nas definições, embora, por vezes, ocorra um ligeiro "pumping". Para esta classe de câmaras, é perfeitamente aceitável, mas os profissionais de cinema que necessitam de máxima fiabilidade em qualquer situação acabarão provavelmente por preferir um modelo mais especializado.

A minha impressão das imagens em N-Log e N-RAW é igualmente muito positiva. Os ficheiros são fáceis de gravar e oferecem margem suficiente para looks mais exigentes. Há ainda uma entrada para microfone e uma saída para auscultadores, bem como controlo manual dos níveis. No entanto, para um áudio mais profissional recomendo um microfone externo.

O sobreaquecimento nunca foi um problema durante os meus testes. Em gravações 4K/60p mais longas, a câmara aquece, mas nunca se desligou nem mostrou um aviso. O rolling shutter é visível no vídeo, mas mantém-se dentro de um intervalo com que se consegue trabalhar, desde que se evitem movimentos panorâmicos extremos.

Uma fotografia a preto e branco de uma cena urbana com várias pessoas em frente a uma arquitetura histórica. As linhas de uma escada rolante atravessam a parte inferior da imagem. O reflexo de uma pessoa no revestimento da parede da escada rolante confere uma profundidade adicional à composição. Captada por Dhan Limwattana com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 28-75mm f/2.8 | 45 mm | f/5.6 | 1/250 s | ISO 200

Nikon Z5 II: alternativas

Quem procurar alternativas à Nikon Z5 II encontrará rapidamente modelos conhecidos, como a Nikon Z6 II, a Canon EOS R8 e a Sony A7 III. Todas têm um preço semelhante, mas apresentam pontos fortes diferentes. A Z5 II destaca-se pela estabilização de imagem, desempenho em condições de fraca luminosidade e ergonomia. A desvantagem mais evidente em comparação com algumas alternativas está no vídeo, devido ao crop e à menor aposta em funcionalidades avançadas. Por isso, se filmares mais do que fotografares, pode haver modelos que façam mais sentido.

Nikon Z6 II

Nikon Z6 II em segunda mão

Nikon Z6 II

A comparação entre a Nikon Z5 II e a Z6 II é provavelmente a mais óbvia para muita gente. A Z6 II continua a ser uma boa câmara, com suporte para cartões de memória mais rápidos e um fluxo de trabalho mais profissional. No entanto, a Z5 II parece bastante mais moderna, graças ao seu foco automático superior, ao seu processador mais recente e à sua interface mais modernizada.

Canon EOS R8 em segunda mão da MPB num fundo verde

Canon EOS R8 em segunda mão

Canon EOS R8

Fora do sistema Nikon, a Canon EOS R8 é uma boa alternativa. Destaca-se sobretudo pelo foco automático e pela gravação de vídeo em 4K sem recorte, mas não tem IBIS. Isto significa que vais depender mais de objetivas com estabilização de imagem, que são normalmente mais caras, ou de um gimbal para gravares vídeo.

Sony A7 III

Sony Alpha A7 III em segunda mão

Sony A7 III

Apesar de ser um modelo mais antigo, a Sony A7 III continua a ser uma excelente opção. Oferece um vasto ecossistema de objetivas e uma autonomia muito longa, mas a tecnologia já não parece tão atual quanto a da Nikon Z5 II.

Uma cena de rua movimentada em Viena. Em primeiro plano, formas difusas emolduram uma vista de transeuntes, edifícios históricos e a esguia torre de uma igreja ao longe. Fotografia de Dhan Limwattana, tirada com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 28-75mm f/2.8 | 41 mm | f/5.6 | 1/400 s | ISO 250

Conclusão: vale a pena comprar a Nikon Z5 II?

A Nikon Z5 II é uma das câmaras full-frame mais sensatas da gama atual da Nikon. Não tenta ser tudo ao mesmo tempo, mas faz muito bem o que interessa: tem boa ergonomia, uma forte estabilização de imagem, um sistema de foco automático moderno, uma qualidade de imagem limpa e opções de vídeo úteis. Acima de tudo, não parece uma solução de compromisso simplificada, mas sim uma câmara com a qual se pode trabalhar a sério.

Se vens de um modelo APS-C ou DSLR, esta é uma entrada muito convincente no sistema Z e no formato full-frame. E se já tens um modelo Nikon mais antigo e valorizas um foco automático mais eficiente, maior conforto e funções híbridas, também é uma opção interessante. Em termos de preço, a Z5 II continua a ser um investimento inteligente para muitos fotógrafos, especialmente quando adquirida em segunda mão.

No entanto, se filmares quase exclusivamente ou fotografares regularmente ação muito rápida a nível profissional, talvez seja melhor procurares uma alternativa. Para tudo o resto, a Z5 II é uma câmara mirrorless Nikon perfeita, prática e surpreendentemente completa.

Fotografia de rua criativa em Viena, com transeuntes a entrar na estação de metro de Stephansplatz. Ao fundo, um painel publicitário iluminado pelo sol quente do fim de tarde. Fotografia de Dhan Limwattana, tirada com uma Nikon Z5 II.

Dhan Limwattana | Nikon Z5 II | NIKKOR Z 28-75mm f/2.8 | 60 mm | f/5.6 | 1/250 s | ISO 100

FAQs

Para quem a Nikon Z5 II é mais indicada?

Principalmente para fotógrafos amadores ambiciosos, aqueles que vêm das câmaras APS-C ou DSLR, e para criadores híbridos que procuram um corpo full-frame versátil, sem ter de investir logo num modelo topo de gama.

Compensa atualizar a Nikon Z5 para a Z5 II?

Sim, sobretudo se o foco automático, a capacidade de resposta, o brilho do visor e as opções de vídeo modernas forem aspetos importantes para ti. É precisamente aí que a Z5 II parece representar um avanço significativo.

O autofoco da Nikon Z5 II é assim tão bom?

É muito bom para fotografia diária, retrato, fotografia de rua, reportagem e viagens. Para desporto de ação ou vida selvagem extremamente rápida, existem alternativas melhores.

O crop em 4K/60p é um problema?

Não necessariamente. Para filmagens de apoio, entrevistas ou planos com teleobjetivas, muitas vezes não faz grande diferença. No entanto, para vlogging, planos amplos à mão e fluxos híbridos muito flexíveis, pode constituir uma limitação.

Que objetivas funcionam com a Nikon Z5 II?

As objetivas NIKKOR Z são a melhor opção. No entanto, muitas objetivas de baioneta F continuam a poder ser usadas com um adaptador FTZ, o que facilita a transição a partir de sistemas Nikon mais antigos.

Será uma boa escolha adquirir uma Nikon Z5 II em segunda mão?

Sim, especialmente quando comprada em segunda mão, pois combina tecnologia moderna com uma excelente relação qualidade-preço.


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