Uma fotografia de rua minimalista que mostra a fachada de um edifício de cor creme, banhada pela luz do sol e com sombras profundas, janelas e sinalética de rua, captada na luz quente da hora dourada com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Análise: Ricoh GR IV, câmara compacta APS-C

Publicado a 5 de agosto de 2026 por MPB

A série Ricoh GR conquista entusiastas há anos e tudo se resume a uma ideia: são câmaras minúsculas que produzem imagens de grande qualidade. Com o seu tamanho de bolso e um design simples, basta pegar na câmara, disparar e seguir caminho. A Ricoh trouxe oficialmente de volta o prazer da fotografia "point-and-shoot".

Nesta análise à Ricoh GR IV, Connor Redmond da MPB, mostra como a câmara refina a fórmula GR. A estabilização de cinco eixos, uma objetiva de 28mm revista e ainda mais armazenamento interno tornam-na mais prática, sobretudo para quem faz fotografia de rua e fotografia de viagem e já percebe o que estas câmaras têm de especial.

Câmara Ricoh GR IV num fundo branco com uma longa sombra.

Ricoh GR IV em segunda mão

Características técnicas da Ricoh GR IV

Sensor

APS-C

Objetiva

18,3mm f/2.8 (equiv. 28mm)

Megapíxeis

25,7

Resolução

6192 x 4128

ISO

100 a 204.800

Velocidade máx. obturador

1/4000

Foco automático

Por fase, contraste, olhos e rosto

IBIS

5 eixos

Resolução máx. vídeo

1080, 60p

Memória interna

53GB

Suporte de gravação

MicroSD

Porta

USB-C

Bateria

DB-120

Bateria, disparos

Aprox. 250

Wi-Fi

2,5/5 GHz

Tamanho, mm

109 x 61 x 33

Peso

262g

Vantagens 

  • Qualidade de imagem de nível profissional

  • Cabe no bolso com facilidade

  • Estabilização de cinco eixos

  • 53 GB de armazenamento interno

  • Snap Focus

  • Design discreto e minimalista

  • Melhoria na nitidez das bordas da objetiva

  • Arranque mais rápido

Limitações 

  • Autonomia de bateria limitada

  • Sem visor integrado

  • Foco automático não pensado para ação rápida

  • As atualizações são iterativas

  • Transferência de ficheiros a partir do armazenamento interno é pouco prática

Uma fotografia tirada na costa de um cão da raça lurcher, com um casaco vestido, em pé numa praia repleta de seixos, captada sob uma luz natural suave, utilizando a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/2.8 | 1/1000 s | ISO 200 

Veredito rápido

A Ricoh GR IV é, acima de tudo, uma versão aprimorada da bem-sucedida Ricoh GR III. A própria marca tem sido transparente quanto a isso. Não há aqui nenhuma mudança radical; é simplesmente mais do mesmo, mas melhor. Ricoh, se por acaso mudarem de ideias, imploro-vos: criem um visor eletrónico (EVF) acoplável para esta máquina. Por favor?

Uma câmara Ricoh GR IV na sua embalagem. A caixa é cinzenta e a embalagem interior é branca, com um fundo branco-sujo.

Ricoh GR IV em segunda mão, ainda na caixa.

Melhorias incrementais

O novo sensor está no cerne das mudanças. O sensor BSI (retroiluminado) traz um ligeiro aumento de resolução para 25,7 megapíxeis e uma gama dinâmica um pouco melhor, ainda que a diferença não seja evidente no dia a dia. A objetiva de 28mm redesenhada tem melhor desempenho nos bordos do enquadramento, algo particularmente visível em fotografia de arquitetura ou em cenas com detalhe fino em todo o quadro.

Uma cena tranquila de rua que mostra edifícios pintados de branco, uma porta de entrada amarela e longas sombras projetadas pela luz do sol baixa, captada na suave luz do fim de tarde com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/8.0 | 1/80 s | ISO 100

A melhoria mais significativa é, sem dúvida, a estabilização de imagem de cinco eixos, que tem um impacto real na forma como a câmara se comporta com pouca luz e em interiores.

A parte traseira de uma câmara Ricoh GR IV usada, mostrando os seletores e o ecrã fixo.

Parte traseira de uma Ricoh GR IV em segunda mão.

O novo processador torna a câmara mais ágil do que a já envelhecida GR III. As operações são, em geral, mais fluidas, mas nota-se sobretudo no arranque rápido da câmara.

O salto para 53 GB de armazenamento interno é outra mudança discreta mas excelente, especialmente em comparação com o armazenamento muito limitado do GR III.

 Uma cena de rua espontânea que mostra um sofá/poltrona abandonado encostado a uma grade no exterior de um edifício residencial, captada sob a luz natural e intensa do inverno com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/2.8 | 1/1000 s | ISO 200

O design do corpo sofreu algumas alterações, ou revisões, podemos dizer. A Ricoh ouviu o feedback e regressou a um design que lembra a Ricoh GR II, embora as mudanças sejam mínimas, o que, pessoalmente, agradeço. 

Vista superior da câmara Ricoh GR IV, mostrando os seletores, a sapata e o visor.

Botões superiores da Ricoh GR IV

Design e manuseamento

A GR IV parece e comporta-se de forma muito semelhante à GR III, mas os entusiastas GR mais atentos vão notar logo uma diferença. A roda de scroll da GR III desapareceu. No lugar dela está um D-pad satisfatório e mais tátil. Há também um novo botão de compensação de exposição, semelhante ao da Ricoh GR, que está muito bem colocado.

A parte traseira da Ricoh GR IV, com os seletores, botões e botão basculante.

Parte traseira da Ricoh GR IV

A fotografia com uma só mão continua a ser o ponto forte desta câmara, sendo que o novo seletor, colocado onde o polegar assenta naturalmente, torna os ajustes rápidos de compensação de exposição mais confortáveis.

O ecrã traseiro fixo limita a flexibilidade, sobretudo em fotos de ângulo baixo ou por cima da cabeça, e a ausência de visor reforça a filosofia "disparar a partir da anca" da GR. Ainda assim, face a algo como a Fujifilm X100VI, a GR IV é muito mais pequena e cabe no bolso (109 x 61 x 33mm, 262g contra 128 x 75 x 55mm, 478g), o que continua a ser uma das suas maiores vantagens.

Imagem abstrata que mostra reflexos de nuvens em tons de rosa, laranja e azul num pára-brisas de carro, capturada com luz natural usando a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/125 s | ISO 250

Novo flash Ricoh GF-2

Em paralelo com o lançamento da GR IV, a Ricoh apresentou um novo flash compacto GF-2, vendido em separado. Infelizmente, não tive oportunidade de o testar, mas, ao que parece, a GR IV consegue manter-se compacta e continua a caber no bolso com o flash acoplado, acrescentando ainda uma útil luz de preenchimento. Tem uma definição de flash ISO automático, que permite à câmara controlar o número guia do flash, e inclui uma bateria recarregável integrada que pode ser carregada por USB-C.

Parte frontal da Ricoh GR IV, mostrando o botão de ligar/desligar e os seletores de comando da placa superior.

Botões superiores da Ricoh GR IV

Autonomia e armazenamento

A autonomia é modesta. Podes esperar cerca de 200 a 250 disparos por carga, dependendo da estabilização e da frequência com que verificas as fotos no ecrã. A possibilidade de carregamento por USB-C é útil em viagem, mas aconselho a levar baterias extra.

Os 53 GB de memória interna são uma mais-valia, dado que os cartões microSD podem ser irritantes e difíceis de manusear. Podes guardar cerca de 2.000 fotografias JPEG ou aproximadamente 500 a 600 imagens RAW. Numa câmara que será a tua companheira diária, dificilmente precisarás de mais espaço antes de descarregares as imagens.

Uma fotografia de rua simples e minimalista de um edifício pintado de branco, com uma porta amarela viva, degraus vermelhos e detalhes arquitetónicos circundantes, captada à luz suave do dia com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/8.0 | 1/80 s | ISO 100

A conetividade precisa de melhorias. Um dos pontos negativos que senti com a Ricoh GR IV foi a transferência das fotografias do armazenamento interno para o meu Mac. Esperava que a Ricoh surgisse como um cartão SD ou um disco externo, permitindo arrastar e largar os ficheiros. Infelizmente, não é o caso, e isso é aborrecido. A importação direta para o Lightroom revelou-se algo instável e não funcionou como esperado. Acabei por recorrer ao Image Capture, que resolveu o problema.

Uma fotografia de rua minimalista que mostra a fachada de um edifício de cor creme, banhada pela luz do sol e com sombras profundas, janelas e sinalética de rua, captada na luz quente da hora dourada com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/8.0 | 1/400 s | ISO 100

Existe o método direto para o telemóvel com a app GR WORLD, que funciona razoavelmente bem. O Live View/Capture é uma funcionalidade gira, ainda que de nicho, mas se quiseres fazer edição a sério no computador, a verdade é que tens de passar pelo incómodo de retirar as imagens da câmara, o que não é um processo fluido. E isso não acaba por anular o propósito do armazenamento interno? Continuaria a recomendar um cartão microSD para uma transferência mais rápida.

Uma fotografia monocromática da costa que mostra molhes de madeira desgastados pelo tempo e cordas enroladas ao longo de uma praia tranquila, captada sob uma luz suave e nublada com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/4.0 | 1/320 s | ISO 200

Desempenho em disparo

O tempo de arranque é agora mais rápido, o que combina bem com a fotografia rápida e espontânea que as câmaras Ricoh incentivam. Vês o enquadramento perfeito, ligas a câmara e ela fica pronta quase de imediato.

A GR IV rende melhor quando abraças os seus pontos fortes, como a focagem por zona, o Snap Focus e a pré-visualização das fotos. Incentiva um disparo instintivo, algo central naquela fórmula GR que referi antes.

Uma imagem vibrante de um mercado de rua, que mostra figuras de ação e bonecas cuidadosamente dispostas sobre um pano azul, captada à luz natural com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/125 s | ISO 500

Foco automático

O Snap Focus continua a ser o método preferido de muitos entusiastas da GR, sendo uma das melhores funcionalidades da câmara. Embora o sistema de foco automático híbrido seja ligeiramente mais consistente do que o da GR III, mas trata-se de uma melhoria incremental, longe de ser uma transformação.

A parte traseira da Ricoh GR IV ligada, exibindo o menu de definições de focagem.

Menu de definições de focagem da Ricoh GR IV

A deteção de rosto e de olhos está disponível, mas não é extraordinária e pode revelar-se algo hesitante. O foco automático também tem mais dificuldade com sujeitos em movimento rápido e cenas de baixo contraste, não sendo tão eficiente como o das câmaras Sony APS-C.

A parte traseira da Ricoh GR IV ligada, mostrando as opções do menu Snap Focus.

A distância de focagem instantânea pode ser definida entre 0,3m e 5m.

Observa a fotografia abaixo, por exemplo. Esperava que a câmara focasse o rosto da pessoa no centro-esquerdo da imagem, mas não o fez e o momento passou. Sinto que uma câmara Sony, como a Sony A7C II, teria conseguido esse disparo. Em retrospetiva, devia ter usado o Snap Focus, mas estava ansioso por ver quão bom era o reconhecimento de rosto.

Uma cena espontânea de um mercado de rua, em que se vêem compradores a vasculhar caixas de artigos domésticos e peças de coleção ao lado de uma carrinha amarela brilhante, captada à luz natural do dia. A ferramenta de comparação de imagens mostra o rosto de uma pessoa ligeiramente desfocado.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/125 s | ISO 320 

Uma cena espontânea de um mercado de rua, mostrando compradores a vasculhar caixas de artigos domésticos e peças de coleção ao lado de uma carrinha amarela brilhante, captada à luz natural do dia. Recortada de forma a mostrar o rosto de alguém desfocado.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/125 s | ISO 320 

A Ricoh GR IV tem um desempenho excelente quando se utiliza a função Snap Focus em contexto de rua. Sobretudo, se tiveres uma boa noção da distância à frente e já tiveres os disparos em mente. Mais uma vez, esta estratégia teria funcionado na perfeição na situação acima, dado que a distância seria de cerca de 2,5 a 3 metros.

Estabilização de imagem no corpo de cinco eixos

O IBIS é uma das melhorias mais relevantes da GR IV. A nova estabilização de cinco eixos permite velocidades do obturador muito mais lentas com a câmara na mão. Isto abre novas possibilidades, como ISOs mais baixos à noite com velocidades do obturador mais longas e técnicas criativas que recorrem ao desfoque de movimento.

A imagem abaixo foi captada a 1/13 de segundo. Aqui, o IBIS cumpriu a sua função, captando com nitidez o detalhe nas sombras na Tate Modern.

Uma imagem do interior do amplo espaço da galeria da Tate Modern, em Londres, com uma instalação artística suspensa de grande altura e pessoas a passar por baixo.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/2.8 | 1/13 s | ISO 100

ISO e desempenho com pouca luz

A qualidade da imagem com um ISO elevado é excelente para um sensor APS-C. Notamos alguma falta de definição nos detalhes da fotografia abaixo, com ISO 12800, mas, sinceramente, não está assim tão mau e, certamente, é algo que o filtro AI Denoise do Lightroom resolve facilmente.

O interior de uma capela, iluminado por uma luz acolhedora e decorado para o Natal, com uma árvore, luzes decorativas e filas de cadeiras com mantas festivas, fotografado no interior.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/2.8 | 1/125 s | ISO 8000 

Recorte em grande plano que mostra um exemplo do ruído da imagem a ISO 8000 na Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/2.8 | 1/125 s | ISO 8000 

Imagem captada através de um caixilho de porta vermelho, no fundo de um beco escuro, com azulejos vermelhos que conduzem a uma porta de madeira vermelha.

Amy Moore | Ricoh GR IV | f/2.8 | 1/250 s | ISO 2500

Qualidade de imagem

A qualidade de imagem é forte para uma compacta APS-C. Diria mesmo que estes são alguns dos melhores RAW que já vi de um sensor APS-C (sim, até melhores do que os da Fujifilm ou da Sony). São nítidos e definidos, algo que algumas pessoas podem não apreciar e classificar como "demasiado clínico", mas eu não os vejo assim. Também gosto da ligeira halação que surge nas altas luzes, mesmo no modelo normal e não apenas na GR IV HDF.

Fotografia a preto e branco de ramos de árvores nus contra um céu nublado, captada com a Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/4.0 | 1/800 s | ISO 200

A nitidez nos cantos parece ter melhorado em comparação com a GR III, sobretudo em aberturas mais amplas. O contraste parece natural, em vez de exagerado, com as altas luzes bem controladas.

A parte traseira da Ricoh GR IV, mostrando os vários filtros de simulação de película.

Exemplo de alguns dos perfis de imagem da Ricoh GR IV

Tens 14 modos Image Control integrados, mais três posições totalmente personalizáveis, o que dá 17 perfis selecionáveis no total. São eles: Standard, Vivid, Monotone, Soft Monotone, Hard Monotone, Hi-Contrast B&W, Negative Film, Positive Film, Cinema (Yellow), Cinema (Green), Bleach Bypass, Retro, Cross Processing, HDR Tone, Custom1, Custom2 e Custom3.

Cada perfil é ajustável (contraste, nitidez, saturação, grão, tonalidade, etc.), pelo que podes tratá-los como um ponto de partida, um pouco à semelhança das receitas de simulação de filme da Fujifilm.

Os perfis Monochrome, Positive Film e Cinema Green sao os meus favoritos. Gosto das tonalidades agradáveis do modo positive film e a dureza da definição Hard Monochrome tem-me conquistado para certas cenas. O Cinema Green dá-te um look "cinematográfico" agressivo que, em ambientes urbanos, pode ficar excelente.

Um passeio marítimo num dia ensolarado, ladeado por cabanas coloridas à beira-mar. No céu, um azul claro e límpido com nuvens brancas e esvoaçantes. Sem filtros de simulação adicionados.
A promenade on a sunny day, lined with colourful seaside huts. Above is a clear light blue sky with wispy white clouds. Using the Vivid film simulation filter.

Esquerda: Colorido | Direita: Sem filtro

Um centro de desportos aquáticos, com uma vasta extensão de água, onde se avistam casas ao longe e um céu azul límpido por cima. Não foi utilizado qualquer filtro de simulação.
Uma fotografia a preto e branco de um centro de desportos aquáticos, com uma grande extensão de água no centro, mostrando casas ao longe. Utiliza-se o filtro de simulação de película "Hard Monotone".

Esquerda: Monocromático intenso | Direita: Sem filtro

Os ficheiros DNG são o ponto forte da série Ricoh GR; são extremamente versáteis. As fotografias obtidas são sempre nítidas, mas sem exageros. Não há uma diferença percetível em termos de detalhe entre a GR IV e a GR III, mas, com um aumento de resolução tão pequeno, isso era de esperar.

Exemplos de imagem da Ricoh GR IV

Uma cena costeira tranquila que mostra molhes de betão desgastados por intempéries numa costa arenosa, com o mar e um céu nublado ao longe, captada sob uma suave luz natural com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/3.2 | 1/640 s | ISO 200

Uma fotografia de rua que mostra um sofá abandonado encostado a uma grade, com luz solar intensa e sombras arquitetónicas projetadas sobre um edifício branco, captada com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/4000 s | ISO 1000 

Uma cena tranquila de rua, emoldurada por edifícios pintados de branco e tons pastel, com uma luz solar suave e um céu azul límpido, captada à luz natural com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/1600 s | ISO 1000

Uma fotografia detalhada de rua de um edifício de esquina com grades ornamentadas nas varandas, janelas foscas e vasos de plantas, captada sob uma suave luz natural com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/800 s | ISO 1000

Um grande plano de um detalhe de rua que mostra um autocolante com a figura ilustrada de uma águia, na parte da frente de um veículo, captado sob uma luz natural suave com a câmara compacta Ricoh GR IV.

Connor Redmond | Ricoh GR IV | f/5.6 | 1/125 s | ISO 200

Alternativas à Ricoh GR IV

Reunimos lista de câmaras alternativas, ideais tanto para fotografia de rua como para fotografia de viagem. São perfeitas para quando estás em movimento e preparado para enfrentar qualquer condição atmosférica. Aqui tens à disposição um conjunto forte de opções. Vamos a elas?

 Ricoh GR III em segunda mão, num fundo azul e turquesa.

Ricoh GR III em segunda mão

Ricoh GR III ou GR IIIx

Começamos pelo mais óbvio. Se procuras compactas para fotografia de rua, a Ricoh GR III é a mais semelhante à GR IV, com a mesma objetiva equivalente a 28mm e muitas das mesmas características. É pequena, leve (257g) e permite fotografar em RAW e JPEG. É também rápida, o que a torna ideal para fotografia de rua. A GR IV reduz ligeiramente o tempo de arranque, mas a GR III é mais do que suficiente para a maioria das pessoas.

Bar ao estilo dos antigos saloons americanos num cenário deserto.

Ian Howorth | Ricoh GR III | f/9 | 1/80 s | ISO 100

Viajamos com a GR III para Espanha e Portugal para a podermos testar e escrever a nossa análise detalhada. Devemos dizer-te que a câmara aguentou praticamente tudo o que lhe pedimos. Longas exposições, focagem manual, testes à gama dinâmica... tudo correu muito bem.

É certo que precisámos de levar baterias extra, devido ao tempo de disparo prolongado. Portanto, é provável que tenhas de fazer o mesmo com a Ricoh GR IV.

Ricoh GR IIIx em segunda mão, num fundo a preto e branco.

Ricoh GR IIIx em segunda mão

Se preferires disparar com o equivalente a 40mm, então opta pela Ricoh GR IIIx.

Uma imagem de aspeto quase abstrato, com cores pastel vibrantes, tirada num edifício de apartamentos em Albufeira, Portugal. Por Connor Redmond.

Connor Redmond | Ricoh GR IIIx | f/4.0 | 1/4250 s | ISO 100

Fora a objetiva, a GR III e a GR IIIx são praticamente idênticas.

 Fujifilm X100VI em segunda mão, com fundo vermelho, azul e amarelo.

Fujifilm X100VI em segunda mão

Fujifilm X100VI ou X100V

Se a série Ricoh GR e a série Fujifilm X100 competissem, seria uma disputa acirrada e bastante imprevisível.

https://youtu.be/ex1F7SgqLsY?rel=0

A Fujifilm X100V e a GR IV diferem bastante em termos de design, manuseamento e utilização pretendida, mas ambas se destacam dentro da sua categoria.

 Um parque infantil colorido numa estância de esqui nos Alpes italianos. Fotografia tirada com a Fujifilm X100VI por Amy Moore.

Amy Moore | Fujifilm X100VI | f/7.1 | 1/320 s | ISO 125

Vantagens da Fujifilm X100VI

  • Visor híbrido ótico/eletrónico integrado

  • Abertura f/2 mais ampla, que capta mais luz

  • Distância focal equivalente a 35mm, preferida por alguns

  • Vídeo 4K

  • Resistência a intempéries possível com adaptador de filtro

  • Modos de simulação de filme

Vantagens da GR IV

  • Muito mais pequena e leve (262g em comparação com 478g)

  • Dimensões que cabem no bolso

  • Campo de visão mais amplo de 28mm

  • Snap Focus para disparo instantâneo

  • Preço esperado significativamente mais baixo

  • Funcionamento mais simples

Se pretendes algo facilmente portátil e de bolso, a GR IV parece ser a melhor opção. No entanto, se preferires algo mais robusto, com melhores funcionalidades de vídeo, então talvez devas optar pela Fujifilm X100VI.

 Fujifilm X100V usada, num fundo verde brilhante e castanho-avermelhado.

Fujifilm X100V em segunda mão

Em alternativa, há a Fujifilm X100V, que oferece muitas funcionalidades semelhantes às da X100VI, simplesmente com algumas pequenas limitações.

 Uma piscina numa villa italiana em pleno verão, com um sol brilhante e baixo no céu. Por Connor Redmond.

Connor Redmond | Fujifilm X100V | f/8 | 1/170 | ISO 160

Aproveita e lê a nossa análise completa da Fujifilm X100V ou vê outras opções APS-C da Fujifilm no nosso guia da série X100.

Fotografia em plano horizontal de duas Ricoh GR IV, juntamente com lentes de conversão e acessórios adicionais.

Fotografia em plano horizontal de duas Ricoh GR IV, juntamente com lentes de conversão e acessórios adicionais.

Conclusão: compensa adquirir a Ricoh GR IV?

A Ricoh GR IV representa basicamente uma atualização ponderada e necessária, mais do que uma mudança drástica. No entanto, faltam-lhe algumas funcionalidades que muitos utilizadores (incluindo eu) ainda desejam, como um visor integrado ou um EVF acoplável, um melhor seguimento de foco automático e, talvez, um ecrã inclinável.

Para quem já tem a GR III, a atualização compensa se a estabilização melhorada e o armazenamento interno forem importantes. Caso contrário, não é essencial. A GR IV justifica o preço se valorizares a sua filosofia de disparo única, mas não vai convencer quem já não estava convencido pelo conceito GR.

É essencialmente mais indicada para fotografia de rua, para quem viaja e para quem privilegia a portabilidade e o poder de discrição. A vantagem de ter sempre a câmara contigo não pode (nem deve) ser subestimada: tirei fotografias que talvez nunca tivesse tirado por causa desta câmara, simplesmente porque estava sempre no meu bolso, pronta a usar. Para quem quer reduzir o uso do smartphone para tirar fotografias, a Ricoh GR IV é a máquina que te ajuda a abandonar esse hábito.


Perguntas frequentes sobre a Ricoh GR IV

Qual é a diferença entre a Ricoh GR III e a GR IV?

Em comparação com a Ricoh GR III, a Ricoh GR IV apresenta estabilização de cinco eixos, um novo sensor BSI, um design de objetiva melhorado, um processamento mais rápido e 53 GB de armazenamento interno.

Quando foi lançada a Ricoh GR IV?

A Ricoh GR IV foi lançada em agosto de 2025.

A Ricoh GR IV tem uma objetiva com zoom?

Não, a Ricoh GR IV não tem objetiva com zoom. Usa uma objetiva fixa equivalente a 28 mm.

A Ricoh GR IV tem proteção contra condições atmosféricas desfavoráveis?

Infelizmente, não.

Qual é o preço da Ricoh GR IV?

O preço de lançamento da Ricoh GR IV foi de 1.449€, mas consulta a MPB para conhecer os preços mais recentes de artigos em segunda mão.


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