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Câmaras Digitais Compactas para Fotografia Y2K

Publicado a 26 de fevereiro de 2026 por MPB

Talvez não saibas exatamente o que significa “Y2K”, mas é muito provável que já tenhas visto o termo nas redes sociais. O estilo, ou estética, Y2K tem vindo a ganhar enorme popularidade nos últimos anos (sim, até as Sugababes estão de volta). É um regresso à cultura e à moda entre 1998 e 2004, mas vai muito além das calças de cintura descida, dos auscultadores com fio e das malas metálicas. E sim, para o bem e para o mal, a tendência regressou oficialmente à fotografia.

Escrito por Connor Redmond, da MPB. Nascido em 1995, está na fronteira entre Millennial e Gen Z, logo numa posição ideal para olhar para o regresso das câmaras Y2K com uma mistura de memória em primeira mão e perspetiva equilibrada. Connor analisa as melhores câmaras com estética Y2K, explora porque é que esta tendência voltou a ganhar força e partilha os modelos que hoje melhor captam este visual.

O que é o estilo Y2K?

No fundo, muitas pessoas andam à procura daquele visual inconfundível dos anos 2000, quer tenham vivido nessa época ou não. O regresso deste estilo é uma piscadela de olho nostálgica ao lado futurista que marcou essa era. Na fotografia, manifesta-se através de:

  • Um foco ligeiramente suave

  • Flash integrado que ilumina todas as superfícies brilhantes

  • Cores vibrantes

  • E, com sorte, um carimbo digital com a data num dos cantos.

O conceito assenta em fotografias sem edição, perfeitamente imperfeitas, rápidas de captar e fáceis de partilhar.

Um campo cheio de tendas num festival de música, num dia de sol radiante.

Connor Redmond | Olympus Stylus Verve | 11,5 mm | f/4,9 | 1/400 s | ISO 64

Porque é que o Y2K é tão popular?

Podes agradecer ao TikTok, ao Instagram e à Gen Z (a geração nascida sensivelmente entre 1997 e 2012) pelo regresso da estética Y2K das câmaras digitais compactas. Não é propriamente surpreendente que este estilo esteja a fazer sucesso na fotografia. As câmaras dessa altura eram pequenas, leves e fáceis de levar para todo o lado. Produziam imagens com um charme que muitos associam ao filme analógico, mas sem o custo de gastar rolo atrás de rolo.

Os anos 2000 eram vistos como otimistas e despreocupados. Olhar para trás traz uma sensação simultaneamente nova e reconfortante, quase como uma lembrança de dias que pareciam mais simples.

Uma festa vibrante na passagem de ano. Por Connor Redmond.

Connor Redmond | Olympus µ-mini (CCD) | 5,95 mm | f/3,5 | 1/30 s | ISO 125

Todas as gerações procuram no passado inspiração criativa, e as tendências acabam sempre por regressar. Agora, é a vez do Y2K voltar a ter o seu momento de destaque.

As melhores câmaras para um estilo Y2K

Para muitas pessoas, as câmaras digitais compactas são uma forma divertida e acessível de experimentar fotografia sem gastar muito. São também a forma ideal de reviver essa nostalgia sem ter de ir buscar um telemóvel flip antigo ou tentar recuperar uma conta esquecida no MySpace.

Na MPB encontras uma seleção sempre atualizada de modelos originais da era Y2K e de câmaras mais recentes que recriam este visual. Todas são verificadas por especialistas e estão prontas a fotografar, para que possas comprar em segunda mão com confiança, sem a incerteza habitual das plataformas de anúncios entre particulares.

Uma coleção de grandes bandeiras coloridas num festival de música, com muitas pessoas a circular e sentadas pelo recinto.

Connor Redmond | Olympus Stylus Verve | 8mm | f/4.0 | 1/400 s | ISO 64

As câmaras digitais compactas não são tanto sobre especificações, mas sobre a experiência de as usar. A palavra que melhor as descreve? Charme. Se procuras um estilo descontraído, no espírito point-and-shoot, estas pequenas câmaras entregam exatamente isso. Nunca foram pensadas para oferecer qualidade de imagem excecional. Eram acessíveis na altura, e ainda mais agora, e é precisamente isso que dá às fotografias um visual tão característico. Cada imagem tem aquele toque digital “imperfeitamente perfeito”: tecnicamente longe da perfeição, mas cheio de personalidade.

Olympus Stylus Verve sobre um fundo rosa suave.

Olympus Stylus Verve em segunda mão

1.  Olympus Stylus Verve

Esta pequena e adorável câmara, chamada Olympus Stylus Verve (também conhecida como µ-mini Digital), foi lançada em 2004. Tem um dos designs mais excêntricos alguma vez vistos numa câmara. Para começar, é mesmo pequena, e há algo particularmente cativante no momento em que a ligas e a pequena objetiva zoom se projeta para fora. As funções são controladas através de um seletor simples que alterna entre fotografia, vídeo e reprodução. É muito fácil de usar, e quem está a começar vai conseguir perceber rapidamente como funciona.

Uma decoração psicadélica nas árvores de um festival de música.

Connor Redmond | Olympus Stylus Verve | 11.5mm | f/4.9 | 1/15 s | ISO 64

O flash integrado da Stylus Verve pode dar mais impacto às imagens e acrescentar aquele toque típico Y2K. Num verdadeiro espírito descontraído, o ideal é deixá-lo em modo automático e deixar que a câmara decida quando deve disparar.

Tendo em conta o tamanho, as imagens da Olympus Stylus Verve são surpreendentemente boas. O sensor CCD de apenas 4 megapíxeis não impede que as fotografias deixem de apresentar cores vibrantes e um contraste bem definido. O vídeo tem uma qualidade bastante modesta e revela facilmente a idade da câmara. Ainda assim, se procuras (por alguma razão) aquele visual assumidamente digital e quase “mau” dos anos 2000, é perfeita para o efeito.

Se procuras uma câmara digital compacta divertida, recomendamos sem reservas a Olympus Stylus Verve. Só não te esqueças de adquirir um cartão xD-Picture Card, já que não é compatível com cartões SD convencionais.

Canon PowerShot S100 sobre um fundo rosa suave.

Canon Powershot S100 em segunda mão

2. Canon Powershot S100

A Canon Powershot S100 oferece algumas funcionalidades adicionais e uma qualidade mais atual, mas continua a captar o espírito Y2K. Lançada em 2012, é uma câmara point-and-shoot compacta, com objetiva e sensor de dimensões reduzidas. A parte traseira é dominada pelo ecrã, com apenas alguns botões distribuídos à volta, o que a torna especialmente simples de usar.

A S100 conta com uma objetiva zoom equivalente a 24-120 mm, oferecendo uma versatilidade que te permite explorar diferentes enquadramentos. A qualidade de imagem é muito boa, e o sensor de 12 megapíxeis proporciona um nível de detalhe surpreendente para o seu tamanho.

Paredes vermelhas vibrantes numa escadaria, iluminadas pelo flash da Canon PowerShot S100.

Connor Redmond | Canon Powershot S100 | 5.2mm | f/2.8 | 1/400 s | ISO 500

Vale também a pena destacar o flash pop-up, ideal para recriar aquela estética Y2K em ambientes com pouca luz. Embora a exposição com flash nestas câmaras possa ser algo imprevisível, pode ajudar a reduzir o ruído nas fotografias tiradas em condições mais escuras.

Uma parede azul-turquesa com duas portas, aparentemente em obras de renovação.

Connor Redmond | Canon Powershot S100 | 13.4mm | f/4.0 | 1/30 s | ISO 800

Dica: Experimenta fotografar contra um pôr do sol ou durante a "golden hour", com o motivo em primeiro plano, e usa o flash para o iluminar. Voilà, ficas com um fundo cheio de atmosfera e aquele toque Y2K descontraído.

Nikon Coolpix A1000 sobre um fundo rosa suave.

Nikon Coolpix A1000 em segunda mão

3. Nikon Coolpix A1000

A Nikon Coolpix A1000 é a câmara mais recente desta lista e também a mais versátil. Mantém o charme das câmaras digitais compactas, mas acrescenta algumas funcionalidades adicionais.

Um plano em super teleobjetiva de um edifício industrial em amarelo-mostarda.

Connor Redmond | Nikon Coolpix A1000 | 181 mm | f/6,9 | 1/250 s | ISO 160

A Nikon Coolpix A1000 grava vídeo em 4K e oferece uma resolução de 16 megapíxeis surpreendente para o seu segmento, mas a verdadeira estrela é a sua objetiva superzoom. Com uma impressionante distância focal equivalente a 24-840 mm, praticamente nada lhe escapa. A estabilização ótica ajuda a reduzir as vibrações ao usar o zoom no máximo, permitindo explorar perspetivas invulgares e criativas que dificilmente encontrarias em câmaras digitais compactas mais antigas.

Um plano amplo de um escritório abandonado, com um sofá empoeirado do lado esquerdo.

Connor Redmond | Nikon Coolpix A1000 | 4.3mm | f/5.6 | 1/200 s | ISO 100

Ao contrário de muitas compactas da sua época, inclui um pequeno visor que proporciona uma experiência mais próxima de uma câmara “mais séria” e facilita o enquadramento quando utilizas o zoom. A reforçar o seu apelo está o flash pop-up potente, perfeito para festas, eventos ou sempre que procuras aquele toque clássico e marcante das câmaras digitais compactas dos anos 2000.

Olympus Tough TG-5 sobre um fundo rosa suave.

Olympus Tough TG-5 em segunda mão

Bónus: Olympus Tough TG-5

Esta é daquelas câmaras que dá mesmo gosto usar. O que fotografarias se a tua câmara fosse totalmente à prova de água? Entra em cena a OM System Tough TG-5, uma câmara concebida para ser praticamente indestrutível (sim, mesmo). Não é fácil danificá-la. A TG-5 é estanque até 15 metros de profundidade; a partir daí, precisas de uma caixa estanque adicional. Queres fotografar enquanto fazes mergulho? Podes. E já que estás debaixo de água, aproveita também as suas práticas funcionalidades macro para captar detalhes surpreendentes.

A TG-5 inclui um modo microscópio que permite focar a apenas 1 cm da objetiva. Sim, parece mentira, mas é mesmo verdade. Por isso, fica um desafio: tenta fotografar a íris de um amigo, e descobre até onde consegues chegar nos detalhes.

Um plano super macro de um pequeno soldado medieval de brinquedo debaixo de água, captado com o “modo microscópio” da Olympus Tough TG-5.

Connor Redmond | Olympus Tough TG-5 | 5.5mm | f/2.3 | 1/100 s | ISO 800

As câmaras Olympus Tough podem não ser a típica compacta digital dos anos 2000, nem a escolha mais óbvia para um visual Y2K, mas destacam-se pela diversão que proporcionam. A Olympus Tough TG-5 foi feita para a aventura, quer estejas à superfície, quer a vários metros de profundidade.

Câmaras modernas com estética Y2K

Se procuras o estilo Y2K, mas com um toque mais atual, há duas câmaras que deves ter em conta.

Duas câmaras Fujifilm X half sobre um fundo rosa suave.

Fujifilm X half em segunda mão, em prateado e preto.

Fujifilm X half

Desde o seu lançamento, a Fujifilm X half tem gerado debate no mundo da fotografia. Pode parecer um pouco um truque de marketing, é verdade, mas foi concebida para recriar a diversão e as imperfeições estéticas das câmaras descartáveis, sem os custos nem o incómodo da revelação.

https://youtu.be/CgNRt4pBiKo?rel=0

Foi pensada para utilizadores mais jovens, criadores casuais ou simplesmente para quem quer fotografar sem pensar demasiado em cada definição.

Pessoa vestida de bege, com chapéu, sentada num banco na marginal de Worthing e a olhar para baixo, com desenhos infantis ao fundo. Fotografia de Amy Moore com a Fujifilm X half.

Amy Moore | Fujifilm X half | 10.8mm | f/6.3 | 1/800 | ISO 200

Canon G7 X III sobre um fundo roxo.

Canon G7 X III em segunda mão

Canon G7 X III

Se procuras uma câmara versátil e compacta, a Canon G7 X III é uma escolha acertada. Esta compacta premium é perfeita para viagens, fácil de transportar e oferece uma qualidade de imagem impressionante.

Retrato em plano aberto de Jakub Golison na praia à noite, com o flash da câmara a iluminar o motivo.

Amy Moore | Canon G7 X Mark III | 14,4 mm (38 mm eq.) | f/2,8 | 1/125 s | ISO 800 | Editada | Modelo: Jakub Golis

O seu flash potente é uma das principais razões pelas quais se tornou uma das favoritas entre criadores mais jovens que procuram aquele toque nostálgico dos anos 2000.

O que são sensores CCD?

Já reparaste que as câmaras digitais mais antigas têm um visual diferente das atuais? As cores parecem mais vivas e “naturais”, com uma suavidade que lembra o filme de 35 mm. Grande parte dessa estética deve-se ao uso inicial de sensores CCD nas primeiras câmaras digitais, antes de os sensores CMOS passarem a dominar o mercado.


Perguntas Frequentes

Porque é que o Y2K é tão popular entre a Gen Z?

Porque é divertido, nostálgico e um pouco diferente das fotografias ultra polidas que dominam as redes sociais hoje em dia. O estilo dos anos 2000 parece “vintage” para esta geração, mesmo que, para alguns, pareça que foi ontem (spoiler: não foi).

Porque é que a Gen Z gosta tanto de câmaras digitais compactas?

São acessíveis, portáteis e têm um visual apelativo. Para muitas pessoas, são uma forma simples de começar na fotografia sem gastar muito. Ter uma câmara nas mãos, em vez de depender sempre do telemóvel, pode ser refrescante e até libertador.

O que significa Y2K?

Significa literalmente “Year 2000” (Ano 2000), uma expressão inicialmente associada ao bug informático que gerou receios na viragem do milénio. Na moda e na cultura pop, “Y2K” passou a representar uma estética tecnológica e brilhante que surgiu no final dos anos 90 e se prolongou pelos anos 2000, com maior destaque entre 1999 e 2004.

O que é uma fotografia Y2K?

Uma fotografia que recria o visual digital dos primeiros anos: foco ligeiramente suave, flash evidente, cores vibrantes, tons ligeiramente desajustados e, por vezes, um carimbo digital com a data num dos cantos.

O que é uma câmara Y2K?

Uma câmara produzida no final dos anos 90 ou nos anos 2000, geralmente pequena, colorida e equipada com sensor CCD. Pontos extra se parecer um acessório de moda.

Como recriar o estilo Y2K?

Procura uma câmara da era Y2K (ou um modelo mais recente que ofereça um visual semelhante), ativa o flash, evita edição excessiva e aceita as imperfeições. O charme está precisamente aí.

O que é uma câmara digital compacta?

Uma câmara digital pequena, com objetiva fixa, fácil de transportar e pronta a usar, ideal para levar contigo para qualquer lado.

Qual é a diferença entre uma DSLR e uma câmara digital compacta?

Uma DSLR permite trocar objetivas e tem um sensor maior, o que a torna mais robusta e versátil. Uma câmara digital compacta é pequena, simples e pensada para o dia a dia. O facto de a poderes levar no bolso e usá-la de forma espontânea é uma das suas maiores vantagens.

O que é a estética Y2K?

Imagina entrar numa cápsula do tempo do final dos anos 90 e início dos 2000: tecnologia volumosa, telemóveis flip decorados, gloss com glitter e uma boa dose de nostalgia.


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