
As 4 Melhores Alternativas à Fujifilm X100V e X100VI
Publicado a 29 de janeiro de 2026 por MPB
A série Fujifilm X100 conquistou um lugar muito especial na fotografia: visual retro, tamanho compacto, uma experiência de utilização direta e ficheiros com aquele “toque” Fujifilm que muita gente procura.

Câmaras Fujifilm X100V e X100VI em segunda mão
A evolução foi consistente desde a primeira Fujifilm X100 até à Fujifilm X100VI (2024), mas foi a Fujifilm X100V que explodiu em popularidade, especialmente a partir de 2022, com forte presença nas redes sociais. O resultado foi previsível: procura altíssima, stock curto e preços inflacionados, tanto no mercado novo como no de usado.
Se a X100V está difícil de encontrar (ou simplesmente não queres pagar o “prémio da tendência”) e a X100VI está fora do teu orçamento, há alternativas muito sólidas. Para manter a comparação justa, escolhemos quatro opções com base em critérios simples: preço, tamanho, design e desempenho, e, claro, o tipo de imagens que podes esperar.

Ricoh GR IIIx em segunda mão
Ricoh GR IIIx
Pontos fortes
Tamanho verdadeiramente de bolso
Muito leve
Arranque super-rápido
Ótica excelente
Estabilização no corpo (IBIS)
Limitações
Sem visor
Controlos exigem habituação
Autonomia apenas razoável
A Ricoh GR IIIx é uma câmara feita para estar sempre contigo. É discreta, rápida e suficientemente pequena para caber num bolso, mas não te deixes enganar pelo tamanho: o sensor APS-C e o IBIS dão-lhe uma maturidade técnica que normalmente associas a corpos maiores.

Close-up da Ricoh GR IIIx, câmara compacta com objetiva fixa e corpo preto.
A grande diferença para a Ricoh GR III está na objetiva equivalente a 40 mm, um enquadramento muito natural para o dia a dia. Não é tão aberto como 28 mm, o que facilita composições mais “limpas” e um pouco mais fechadas, sem te obrigares a aproximar tanto.

Ian Howorth | Ricoh GR IIIx | f/5.6 | 1/640 s | ISO 200
Onde a GR IIIx realmente brilha é na prontidão: liga num instante e responde depressa. Para rua, viagens e fotografia quotidiana, é uma alternativa séria à lógica “câmara que levas sempre”, com qualidade de imagem acima do que o corpo sugere.

Ian Howorth | Ricoh GRIIIx | f/2.8 | 1/40 s | ISO 2500
Entre a Ricoh GR III e a GR IIIx, é a GR IIIx que fica mais perto do espírito da série X100V.

Câmera Fujifilm X100F em segunda mão sob fundo preto
Fujifilm X100F
Pontos fortes
Experiência X100 “clássica” (design e ergonomia)
Normalmente mais acessível do que a X100V
Excelente qualidade de imagem
Último modelo com D-pad traseiro
Muito portátil
Limitações
Foco automático menos seguro do que nos modelos mais recentes
Sem IBIS
Se queres a alternativa mais próxima da X100V/X100VI em espírito, a Fujifilm X100F é, para muitos fotógrafos, a resposta óbvia. Mantém o ADN X100, elegante, direta e com um equilíbrio muito bem conseguido entre controlo manual e rapidez.

Close-up de uma Fujifilm X100F
Com 24 megapíxeis, boa performance em ISO e um conjunto de simulações de filme muito apreciadas (incluindo ACROS para preto e branco), a X100F continua a entregar resultados com carácter. Não tens a versão mais recente da objetiva 23 mm f/2 e o foco automático não é tão “confiante” como nas gerações seguintes, mas no uso real raramente isso impede boas fotografias.

Ian Howorth | Fujifilm X100F | f/5.6 | 1/350s | ISO 320
Há ainda um pormenor que pesa para quem fotografa com ritmo: a X100F foi a última X100 a manter o D-pad traseiro. Para navegar menus e mudar rapidamente o ponto de focagem automática, é daqueles detalhes que se tornam difíceis de dispensar.

Ian Howorth | Fujifilm X100F | f/5.6 | 1/350th | ISO 320
Sem IBIS, pede só um pouco mais de atenção à velocidade do obturador, mas com técnica e uma mão estável, continua a ser uma câmara muito competente para uso diário.

Leica Q em segunda mão
Leica Q
Pontos fortes
Construção premium e experiência muito “refinada”
Sensor full-frame
Objetiva fixa 28 mm f/1.7 excecional
Imagens com carácter próprio
Limitações
Preço elevado
28 mm pode ser demasiado aberto para algumas pessoas
Foco automático não é o mais avançado
A Leica Q entra nesta lista por um motivo claro: é uma compacta de objetiva fixa que oferece uma assinatura visual muito particular. A objetiva 28 mm f/1.7 é o centro do sistema. Luminosa, nítida e com uma forma muito própria de desenhar a imagem.

Leica Q em segunda mão
O sensor full-frame (único nesta seleção) dá-te outra margem em pouca luz e uma estética diferente, sobretudo quando queres separar o motivo do fundo com suavidade, sem perderes detalhe.

Ian Howorth | Leica Q | f/4 | 1/125 s | ISO 100
Com modelos mais recentes no mercado, a Leica Q original pode ser uma porta de entrada mais “realista” para esta experiência. Continua atual no essencial: corpo sólido, operação simples e ficheiros com um carácter que não depende de modas.

Ian Howorth | Leica Q | f/1.8 | 1/2000s | ISO 200
Ainda assim, convém analisares o teu estilo de fotografia: se 28 mm te parece demasiado grande-angular para a forma como fotografas, esta pode não ser a opção certa, por melhor que seja.

Nikon Zfc & Nikon Nikkor Z 28mm f/2.8 em segunda mão
Nikon Zfc
Pontos fortes
Design retro muito bem conseguido
Leve para uma mirrorless
Dials no topo (experiência mais manual)
Muitos perfis de imagem
Disparo contínuo até 11 fps
Limitações
Não é tão compacta como as outras nesta lista
A Nikon Z fc é a “fora da caixa” desta seleção: não é uma compacta de objetiva fixa, mas sim uma mirrorless APS-C com lentes intermutáveis. Ainda assim, aproxima-se muito daquilo que atrai quem gosta da X100: look retro, controlos no topo e uma experiência fotográfica muito tátil.

Nikon Zfc em segunda mão
A grande vantagem é óbvia: podes escolher a objetiva certa para o teu estilo. Com uma objetiva pequena e leve, consegues um conjunto relativamente compacto, ótimo para andar contigo, e com a liberdade de mudar de distância focal quando fizer sentido.

Ian Howorth | Nikon Zfc | Nikon Nikkor Z 28mm f/2.8 SE | f/9 | 1/320 s | ISO 200
Os 21 megapíxeis podem parecer pouco em comparação com modelos mais recentes, mas na prática chegam e sobram para a maioria dos usos (incluindo impressão). O foco aqui é a experiência: controlos claros, operação intuitiva e um corpo que convida a fotografar.

Ian Howorth | Nikon Zfc | Nikon Nikkor Z 28mm f/2.8 SE f/2.8 | 1/500 s | ISO 400
Se queres “o espírito X100”, mas com margem para evoluir o equipamento, a Zfc é uma alternativa muito bem pensada.
Veredito: Qual é a Melhor Alternativa?
As quatro opções têm pontos fortes muito claros, e a melhor escolha depende do que valorizas:
Máxima portabilidade e rapidez: Ricoh GR IIIx
Experiência mais parecida com a série X100: Fujifilm X100F
Full-frame e assinatura visual muito própria: Leica Q
Flexibilidade de lentes com estética retro: Nikon Z fc
No nosso balanço, a escolha mais equilibrada, e a alternativa mais direta à X100V/X100VI, é a Fujifilm X100F. Mantém o look e a experiência X100, entrega excelente qualidade de imagem e, muitas vezes, permite poupar uma diferença significativa face à X100V/X100VI.
Se estás a considerar comprar segunda mão, tenta reduzir ao máximo a incerteza: optar por equipamento verificado por especialistas e com garantia de 12 meses ajuda a comprar com muito mais confiança.

Ian Howorth | Fujifilm X100F | f/4 | 1/4000s | ISO 250
A Fujifilm acertou mesmo em cheio com a X100F: agarrou numa câmara já muito bem conseguida, a X100T, e refinou-a de forma inteligente, tornando-a ainda mais completa.

Ian Howorth | Fujifilm X100F | f/8 | 1/320s | ISO 200
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