A parte traseira da OM-3, onde se podem ver o visor e vários botões e seletores diretos, incluindo o botão do menu.

Análise: OM System OM-3, câmara mirrorless Micro Four Thirds

Publicado a 22 de julho de 2026 por MPB

À primeira vista, a OM System OM-3 parece uma elegante homenagem às clássicas câmaras de rolo da Olympus. No entanto, assim que o nosso Jakub Golis a levou para testar, ficou claro que se trata de muito mais do que uma simples homenagem à nostalgia. Por baixo da aparência retro, está uma câmara Micro Four Thirds moderna e com imensas competências. Há até quem lhe chame a sucessora mais próxima da PEN-F, ainda que com o aspeto de uma SLR clássica.

Sistema OM OM-3 em segunda mão, sob um holofote, com um fundo cinzento

OM System OM-3 em segunda mão

O corpo esconde uma tecnologia impressionante. A OM System OM-3 partilha o mesmo sensor empilhado BSI de alta velocidade e 20 megapíxeis da OM System OM-1 Mark II. Possui um sistema de foco automático avançado e excelentes especificações de vídeo.

Um grande plano de uma ave de rapina com penas castanhas. Tem o bico aberto e as garras presas a uma corda azul para a manter imobilizada. Está empoleirada num pedaço de borracha.

Jakub Golis | OM System OM-3 | Olympus M.Zuiko Digital ED 12-100mm f/4 IS PRO | 70mm | f/4 | 1/60 | ISO 400

A OM System OM-3 encontra o equilíbrio perfeito entre as câmaras grandes e repletas de tecnologia, concebidas para profissionais, e os modelos de viagem leves, que sacrificam a usabilidade em prol do tamanho. Oferece as duas coisas: desempenho e beleza. Depois de começares a fotografar com ela, percebes que o estilo retro é apenas um detalhe. O encanto está mesmo na sua capacidade.

Características técnicas

Sensor

Micro Four Thirds, BSI empilhado

Megapíxeis

20.4

IBIS

Sim (5 eixos)

ISO

200–102.400

Velocidade máx. obturador (mecânico)

1/8000

Velocidade máx. obturador (eletrónico)

1/32000

Flash

Apenas sapata

Visor

Eletrónico

Pontos do visor

5.76m

Ampliação

0.83x

Vídeo máx.

4K 60p 10-bit

Cartão de memória

Único, SD

Peso

499g

Bateria

BLX-1 

Bateria (fotos aprox.)

590

Dimensões (mm)

139 x 89 x 46

Lançamento

Fevereiro de 2025

Vantagens

  • Corpo robusto em liga de magnésio

  • É uma excelente opção tanto para fotografia como para vídeo

  • JPEGs excelentes logo à saída da câmara

  • Mesmo sensor empilhado e processador da OM System OM-1 Mark II

  • Excelente IBIS para fotos e vídeos sem tripé

  • Ferramentas computacionais úteis, como o Live ND e o Live GND.

Limitações

  • Maior do que muitos corpos Micro Four Thirds

  • Ranhura única de cartão SD

  • 10-bit limitado aos perfis Log e Hybrid Log Gamma (HLG)

  • Porta micro HDMI

  • Desempenho em pouca luz aquém das rivais full-frame

Design e ergonomia

O design da OM System OM-3 é uma vénia às clássicas câmaras de rolo de 35 mm da Olympus, a Olympus OM-1 e a Olympus OM-2. Mantém a frente plana, a placa superior em metal e vários controlos físicos e táteis no corpo da máquina.

Grande plano dos botões de uma câmara OM-3 da OM System

Grande plano dos mostradores de uma câmara OM-3 da OM System em segunda mão

Embora alguns fotógrafos possam achar estranho não ter um punho pronunciado com objetivas maiores, eu não tive qualquer problema, nem mesmo com a objetiva Olympus M.Zuiko Digital 12-100mm f/4 IS PRO, que muitos consideram "grande e pesada". Vindo do mundo das câmaras full-frame, acho o conjunto até pequeno para o que oferece.

Grande plano do mostrador de uma câmara OM-3 da OM System

Grande plano do mostrador de uma câmara OM-3 da OM System em segunda mão

O corpo da OM System OM-3 é feito em liga de magnésio, proporcionando um equilíbrio perfeito entre peso e solidez. Tem também uma vedação contra intempéries com classificação IP53, o que significa que está protegido contra pó e humidade. Já vi pessoas a utilizá-la em condições bastante húmidas sem problemas (mas não me responsabilizes se a tua OM-3 avariar à chuva, por favor).

Parte traseira de uma OM-3 da OM System usada

OM System OM-3 em segunda mão

Comandos: há muito de que gostar (e algum de que resmungar). Além do habitual seletor de modos PASM, tens dois seletores de controlo personalizáveis na placa superior, um botão de função e de gravação de vídeo bem colocado no lado direito, e um seletor de foto/vídeo/modo lento e rápido no lado esquerdo. Ao lado, há um botão de Visor eletrónico (EVF)/LCD e um interruptor dedicado de ligar/desligar, que pode gerar debate. Obriga-te a usar as duas mãos para ligar a câmara: uma para a segurar, outra para acionar o interruptor. Felizmente, podes atribuir a alavanca personalizada (fácil de alcançar com o polegar) para funcionar como interruptor. É uma câmara muito personalizável.

Nas costas, há um ecrã LCD articulado, tátil, de 3 polegadas e 1,62 milhões de pontos, que roda 180 graus para autorretratos, e um EVF OLED que alguns dizem ser pequeno demais, embora eu não tenha sentido esse problema.

Tal como acontece com a Nikon Zf, há puristas da fotografia que não gostam de um ecrã articulado num corpo como o da OM-3. Eu não sou um deles. Gostei muito de o ter, sobretudo para filmar. Levei a OM-3 a um festival medieval e o ecrã deu imenso jeito para fotografar por cima da multidão, perfeito quando ficas preso na segunda fila a tentar apanhar um enquadramento limpo.

A parte traseira de uma OM-3 da OM System usada

A parte traseira de uma OM-3 da OM System usada

No corpo da máquina, há mais dois comandos que achei bastante originais e úteis. O primeiro é o interruptor personalizado com o botão de Fotografia Computacional (CP) integrado. O interruptor em si é muito versátil: pode ser configurado como um interruptor extra de ligar/desligar, atribuído ao controlo de focagem ou praticamente a qualquer função desejada. Já referi que esta é uma câmara muito personalizável?

O botão CP é onde acontece a magia da Fotografia Computacional. Dá-te acesso a todos os modos inteligentes: alta resolução (50 megapíxeis à mão livre e 80 megapíxeis com tripé), empilhamento de focagem, HDR, exposição múltipla e os meus favoritos, o Live ND e o filtro de densidade neutra graduada Live GND.

O Live ND permite fazer longas exposições ou abrir mais o diafragma mesmo em plena luz do dia (tal como um filtro de densidade neutra físico). Já o Live GND permite escurecer o céu mantendo o motivo principal corretamente exposto. Ajustas a intensidade, a dureza e a posição da densidade neutra graduada diretamente no ecrã tátil, o que é simplesmente extraordinário. Podes deixar os filtros ND em casa, que não vais precisar deles com esta câmara. E o melhor? Mesmo com o Live GND, continuas a ter um ficheiro RAW em resolução total; não ficas limitado a JPEGs.

O seletor criativo numa OM-3 da OM System em segunda mão

O seletor criativo numa OM-3 da OM System em segunda mão

Seletor criativo

O outro comando físico único da OM System OM-3 é o seletor criativo na frente. Tem um clique satisfatório e facilita a mudança rápida entre os vários modos de cor. Além da definição padrão, tens monocromático, filtros artísticos e um modo Colour Creator.

Vou ser honesto: achei os filtros artísticos e o modo Colour Creator (CRT) um pouco truque de feira. Os filtros artísticos dão-te efeitos como pinhole, molduras e aguarela, com uma energia muito "Instagram dos primeiros tempos". O modo CRT acrescenta sobretudo um tom geral à imagem, divertido para brincar, mas não algo que usasse muitas vezes. Já o modo monocromático? Absolutamente brilhante.

Uma fotografia a preto e branco das costas de uma pessoa num festival medieval. A pessoa usa um corpete floral e um acessório de cabeça elaborado com motivos florais.

Jakub Golis | OM System OM-3 | Olympus M.Zuiko Digital ED 12-100mm f/4 IS PRO | 100mm | f/4 | 1/1000 | ISO 200

O Modo de Cor permite-te alterar a saturação de cores específicas e ajustar a curva de contraste geral. O modo monocromático, por sua vez, permite obter belíssimas imagens a preto e branco logo à saída da câmara. Podes personalizá-las ainda mais com várias definições, incluindo a adição de grão na própria máquina (atenção, Fujifilm!). Se gostas de estéticas inspiradas no rolo fotográfico, os modos criativos da OM-3 estão à altura das câmaras digitais com visual analógico.

Além de permitir fazer experiências, o seletor criativo também permite mudar de cor para monocromático num instante, sem ser necessário entrar nos menus. Adorei! Claro que, ao fotografar neste modo, todos os dados continuam a ser guardados nos ficheiros RAW, mas o nível de personalização dos ficheiros JPEG é tão bom que estes podem ser utilizados logo após a saída da câmara, sem qualquer problema.

Sensor e ISO

No interior, a OM-3 partilha muitas características com a câmara profissional OM System OM-1 Mark II, nomeadamente o mesmo sensor Micro Four Thirds empilhado com retroiluminação (BSI) de 20,4 megapíxeis. Em termos de qualidade de imagem, obtém resultados semelhantes com as duas câmaras. As principais diferenças estão no design e na usabilidade.

A OM System OM-1 Mark II é a escolha mais resistente e prática para trabalhos profissionais, como fotografia desportiva ou de natureza. Embora ambas proporcionem resultados impressionantes e uma excelente focagem automática, a OM System OM-3 tem um visor mais pequeno, apenas uma ranhura para cartão e não tem punho frontal. Estas características tornam-na menos adequada a objetivas mais longas e pesadas.

Um castelo em miniatura com figuras de cavaleiros, utilizado para demonstrar um ficheiro RAW a ISO 6400. Sem redução de ruído.
Uma maquete de castelo com figuras de cavaleiros, utilizada para demonstrar uma imagem JPEG tal como sai da câmara, com ISO 6400. Com redução de ruído predefinida.

À esquerda: Imagem JPEG diretamente da câmara a ISO 6400 com redução de ruído predefinida. À direita: Recorte a 100% do ficheiro RAW a ISO 6400 sem redução de ruído.

Ao testar o desempenho ISO da OM-3, notei que fotografar em RAW a ISO 6400 ficava um pouco ruidoso e, acima de ISO 25 600, era bastante pior. A ISO 51 200 havia uma descoloração estranha, e ISO 102 400 é mesmo de evitar.

Com JPEGs, ISO 6400 ainda fica bem graças à redução de ruído. Contudo, a partir de ISO 12 800 começamos a perder detalhe e, a partir de ISO 51 200, a imagem torna-se indistinta.

No geral, continua a ser ótimo para uma câmara Micro Four Thirds. Ainda assim, se o desempenho em pouca luz é a tua prioridade, recomendo considerar uma câmara full-frame como a Sony A7S III. A Sony A7S III nem transpira quando a OM-3 já está sem fôlego.

Uma multidão assiste a uma competição num evento com temática medieval. Duas mulheres estão sentadas no centro da imagem, com fitas de girassol na cabeça.

Jakub Golis | OM System OM-3 | Olympus M.Zuiko Digital ED 12-100 mm f/4 IS PRO | 100 mm | f/4 | 1/250 | ISO 200 | Editada

Foco automático e estabilização

A OM System OM-3 utiliza o mesmo processador TruePic X da câmara topo de gama OM System OM-1 Mark II, o que sugere uma focagem automática forte, e de facto é o que se verifica. A focagem automática é ligeiramente menos fiável do que a de algumas câmaras Sony mais recentes, mas é eficaz. Foi rápida e seguiu os motivos em rastreio contínuo, mesmo no modo de 50 fps (atenção que o modo máximo de 120 fps fixa o foco e a exposição no primeiro fotograma).

Houve alguns percalços ocasionais, com alguns fotogramas em modo de alta cadência não perfeitamente focados, ligeiramente atrás dos olhos do motivo, em condições de pouca luz. No geral, porém, mostrou-se fiável tanto para fotografia como para vídeo. Consoante as tuas necessidades, podes escolher entre vários modos de focagem e motivos a rastrear, incluindo pessoas, aves, animais, comboios, carros e aviões.

Uma multidão num festival medieval, com tendas em forma de sino ao fundo. É um dia ensolarado e as pessoas estão vestidas com trajes de época; as que se encontram em primeiro plano aparecem desfocadas devido ao movimento.

Uma exposição de 0,5 segundos, tirada à mão livre e sem qualquer edição, utilizando a funcionalidade Live ND.

A OM System (e, antes, a Olympus) é bem conhecida pela estabilização no sensor, e a OM System OM-3 também entrega nesse aspeto. Está classificada até 7,5 stops com objetivas compatíveis e, no uso do dia a dia, comporta-se bem. Consegui filmar à vontade, mesmo com a objetiva Olympus na distância focal máxima, sem o vídeo virar gelatina. Isto não aconteceria de qualquer forma, porque a OM-3 tem um bom desempenho de rolling shutter, mas é mesmo muito bom. Junta-lhe o Live ND e consegues longas exposições em plena luz do dia sem precisar de tripé (ou ISO mais baixo em más condições de luz).

Qualidade de imagem

Gosto mesmo muito das imagens que saem da OM System OM-3. Os JPEGs logo à saída da câmara são, na minha opinião, uma referência de quão bem um JPEG pode ficar. Se preferes controlo total, os ficheiros RAW também te dão dados suficientes para ajustar as fotos como quiseres. Fiquei surpreendido por a maioria dos modos computacionais afetar tanto os RAW como os JPEGs.

Pessoas sentadas à sombra de uma tenda em forma de sino, num dia de sol, num festival medieval.
Pessoas sentadas à sombra de uma tenda em forma de sino, num dia de sol, num festival medieval.

À esquerda: uma fotografia com Live GND. À direita: uma fotografia sem Live GND.

Comparados com câmaras de resolução muito mais alta, 20 megapíxeis podem não parecer muito. Mas garanto-te que chegam e sobram. Fiz um teste a comparar uma impressão grande de um ficheiro de 12 megapíxeis com uma de 45 megapíxeis e não consegui ver diferença significativa a uma distância normal de visualização. Se precisas mesmo de mais de 20 megapíxeis para trabalho profissional, podes usar o modo de alta resolução ou procurar alternativas com um sensor maior, como as câmaras de médio formato da Fujifilm.

Duas pessoas fantasiadas num festival medieval. Uma delas tem chifres e está vestida com pele sintética de animal; a outra tem um guia na mão.

Jakub Golis | OM System OM-3 | Olympus M.Zuiko Digital ED 12-100mm f/4 IS PRO | 100mm | f/4 | 1/50 | ISO 320 | Editado

Vale a pena referir que o rácio de imagem por defeito do Micro Four Thirds (e da OM System OM-3, claro) é 4:3. Isto significa que, se quiseres imprimir fotografias de família no formato padrão de 10x15 cm, terás de as recortar ou usar uma porção menor do sensor na câmara. Não é grave para a maioria das pessoas, mas eu ainda imprimo as minhas fotos para o álbum de família e, sempre que fotografo com um corpo Micro Four Thirds, dá-me uma ligeira frustração ter de mudar o rácio para 3:2.

Capacidades de vídeo

A OM System OM-3 é uma boa câmara híbrida. A par de um ótimo desempenho em fotografia, é também excelente para vídeo. Gravas 4K até 60p e Full HD até 240p. As imagens em 4K, tanto em cadência padrão como a 60p, ficam nítidas e de alta qualidade. O efeito de nitidez de vídeo por defeito é um pouco forte para o meu gosto, mas isso ajusta-se facilmente nas definições.

Duas pessoas a cavalo num festival medieval, ambas segurando bandeiras azuis com emblemas. No fundo, vêem-se espectadores.

Uma imagem estática de vídeo em 4K/60p, OM-Log400, 10 bits, 4:2:0, com um ligeiro ajuste de curvas.

O fabricante fez uma escolha polémica com a OM System OM-3: só grava 10-bit 4:2:2 nos perfis Log ou HLG. Para tudo o resto, ficas limitado ao 8-bit padrão. Não podes gravar 10-bit em nenhum dos perfis não-log. Há quem não goste, mas para mim faz sentido. Não ganhas muito a filmar num perfil padrão em 10-bit, e não devias mesmo filmar num perfil log com apenas 8-bit de profundidade de cor.

https://youtu.be/R9hQYZbPjR4?rel=0

Se usares a máxima qualidade, H.265 10-bit 4:2:2 OM400-Log, não vais ficar desiludido. As imagens são muito detalhadas, com reprodução de cor natural e imensa flexibilidade para correção de cor.

Uma pessoa a tentar jogar diabolo num festival medieval, com tendas em forma de sino ao fundo e bandeiras a decorar o cenário.

Imagem extraída de um vídeo em 4K/24p gravado com o perfil de imagem «Cine 2» na OM System OM-3.

Se preferes não filmar em log de 10 bits, a OM System OM-3 tem dois novos perfis de cor para vídeo: Cine 1 e Cine 2. O Cine 1 lembra-me o S-Cinetone da Sony. É ligeiramente mais plano do que um perfil padrão, mas fica ótimo logo à saída da câmara, ideal para entregas rápidas sem correção pesada. O Cine 2 tem um visual mais estilizado, com sombras levantadas e vermelhos pronunciados. Pessoalmente, não me encantou, mas percebo que funcione em fluxos com correção mínima, quando não queres investir em log completo.

Quanto às portas, a OM System OM-3 inclui uma entrada de mini-jack para microfone e outra para auscultadores, o que é ótimo, mas apenas uma saída micro HDMI. Ainda assim, esta consegue emitir um sinal de vídeo RAW para um gravador externo, apesar de ser micro. Isto é bom para quem gosta de personalizar o seu equipamento.

Para quem é a OM-3?

A OM-3 é ideal para criadores de conteúdos com sensibilidade estética, fotógrafos de viagem e para todos os que procuram fotografias de elevada qualidade sem ter de transportar algo feio. Gostei mesmo muito da OM-3. Não a adorei, mas gostei bastante. Podes rir-te de mim, mas tenho de admitir uma coisa: não gostei do som do obturador. A OM System OM-3 lembra uma câmara SLR antiga e estas câmaras produzem um som satisfatório sempre que se dispara. Talvez não seja importante para muita gente, mas, se estou a escolher uma câmara para o dia a dia, quero que tenha o máximo de fator diversão possível.

Uma pessoa vestida como um Nazgûl fictício numa feira medieval, com o seu cockapoo pela trela. Está um dia de sol.

Jakub Golis | OM System OM-3 | Olympus M.Zuiko Digital ED 12-100mm f/4 IS PRO | 100mm | f/4 | 1/1000 | ISO 200 | Editada

Tirando essa pequena queixa, a OM System OM-3 entregou em quase todas as frentes. Adoro o aspeto geral, produz fotos lindíssimas graças a um dos melhores motores de JPEG disponíveis, e as suas funções de Fotografia Computacional são muito úteis. Se procuras uma câmara que encaixe bem no teu equipamento de vídeo, esta também é ótima para esse efeito.

Alternativas

A OM-3 ocupa um lugar único no mercado, mas está longe de ser a tua única opção. Se estás a ponderar o que mais se adequa ao teu estilo ou às tuas necessidades, aqui ficam as minhas recomendações.

Corpo da Nikon Zf em segunda mão, sem objetiva, sobre um fundo roxo refletor.

Nikon Zf em segunda mão

Nikon Zf

A Nikon Zf é a câmara mais próxima que consegues da OM System OM-3 caso procures um sensor full-frame. É uma câmara parecida, com mais de 700g, enquanto a OM-3 fica pouco abaixo dos 500g. Tem uma ótima aparência, entrega imagens de alta qualidade e permite fotografar com menor profundidade de campo. Contudo, tanto o corpo como as objetivas são maiores do que os da OM-3 e não oferece as mesmas cadências elevadas.

Uma câmara mirrorless «Olympus OM-1-2» está em exposição, com um fundo em tons degradados de rosa e azul.

OM-1 da OM System em segunda mão

OM-1 Mark I ou Mark II

Tanto a OM System OM-1 como a OM System OM-1 Mark II foram referidas várias vezes neste artigo. Se o visual não te importa assim tanto e procuras o corpo Micro Four Thirds mais confiável e robusto, com duas ranhuras de cartão e uso confortável com objetivas maiores, considera uma destas.

Panasonic Lumix G9 II

A um preço semelhante, a Panasonic DC-G9 II dá-te funções de vídeo mais fortes e um visor eletrónico maior e mais nítido, com duas ranhuras de cartão, o que a torna melhor para quem filma e fotografa e prioriza controlo de nível profissional. O corpo é, porém, visivelmente maior e mais pesado do que o da OM-3.

Fujifilm X-T5 contra um fundo amarelo

Fujifilm X-T5 em segunda mão

Fujifilm X-T5

A Fujifilm X-T5 dá-te um pouco mais de flexibilidade com os seus 40 megapíxeis, duas ranhuras UHS-II e um visor eletrónico de maior resolução, com 3,69 milhões de pontos. A ciência de cor e as Simulações de Filme da Fujifilm continuam tão fortes como sempre, e ainda oferece boas opções de vídeo 6,2K/4K. Mantém aquela experiência retro que os fãs da OM-3 gostam. Escolhe a X-T5 se te focares sobretudo em fotografia e procurares o máximo de detalhe e duas ranhuras para maior conforto. Se valorizas velocidade, estabilização e objetivas leves, a OM-3 pode ser a escolha mais adequada.

Fujifilm X100VI num fundo azul e roxo

Fujifilm X100VI em segunda mão

Fujifilm X100VI

A Fujifilm X100VI oferece-te aquele clássico conjunto de objetiva fixa, com visor híbrido e um sensor APS-C maior, enquanto a OM-3 apresenta a flexibilidade das objetivas intercambiáveis, vedação contra mau tempo, a velocidade do sensor empilhado e ferramentas computacionais na câmara.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre a OM System OM-1 Mark II e a OM System OM-3?

A OM System OM-1 Mark II é a opção profissional, com duas ranhuras de cartão e um punho mais fundo. A OM System OM-3 oferece o mesmo sensor num corpo mais pequeno e retro, com foco no estilo e nas ferramentas criativas.

Qual é a diferença entre a Olympus OM-2 e a OM System OM-3?

A Olympus OM-2 é uma SLR clássica de rolo. A OM System OM-3, de 2025, é uma câmara mirrorless digital moderna inspirada nesse design mais antigo.

Qual é a melhor câmara Olympus ou OM System?

Depende do que procuras. Para fotografia com rolo, a Olympus OM-1 é uma opção intemporalmente clássica. No que se refere à fotografia digital, a OM System OM-1 Mark II é a opção profissional mais avançada.

Qual é a diferença entre a Canon EOS R7 e a OM System OM-3?

A Canon EOS R7 tem um sensor APS-C maior e comporta-se melhor em pouca luz. A OM System OM-3 é mais pequena, mais leve e oferece estabilização poderosa e funções computacionais.


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